“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias” – Alberto Caeiro
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Numa acção de formação que tive há uns meses,
Isto tudo para vos informar que estou de volta e que, tal como prometi, trago o relato ilustrado. Ah! Pois é! Já que o Porto chamou por mim, eu fui... ;)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
E porque todos somos filhos de Deus..
vêm aí uns dias em que não vos verei, e amanhã não sei se terei tempo para cá vir, por isso, desejo a todos um Carnaval super bem disposto e namorem muito, muito, muito!
PS - Depois mostro as fotos ;)
PS - Depois mostro as fotos ;)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Compritas
Vi numa loja de decoração nova, quer dizer, que abriu por aqui há pouco tempo, umas coisas bem giras e coloridas aqui para o meu cantinho. Apaixonei-me por algumas mas, há que controlar os gastos porque a crise está aí. Exercício que já nem é difícil de fazer, pois já tenho grande prática nele :). Vá, mas para não vir de lá de mãos a abanar (o que seria lamentável - se vissem a loja entenderiam) acabei por comprar duas coisitas: uma cortina para a casa de banho e uma balança para fazer o conjunto. Ora, chegada a casa, abrimos as embalagens e o meu rebento coloca-se em cima da balança. Nada de novo, a não ser o facto de a balança nem se mexer. Ou seja, a dita balança veio com defeito. Sim, eu mexi em tudo o que era botão no objecto e não houve meio de funcionar. Passo seguinte: voltar à loja e trocar. Assim foi. Por sorte, ainda havia uma (a última) e toca de pegar nela rapidamente. Para que não houvesse problemas com o funcionamento da balança desta vez, a funcionária da loja sugeriu que a abríssemos lá mesmo. Atendi à sugestão, pois não me apetecia nada fazer o caminho todo outra vez. Havia que ter a certeza absoluta e, a senhora aconselhou a que me colocasse em cima dela. Lá subo eu para a dita coisa e, claro, para verificação completa, olhámos para o peso que indicava. Meus amigos, desejo até agora que estivesse avariada... Ele há coisas!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Where the Wild Things Are,
em português, "O sítio das Coisas Selvagens", é o título de uma história infantil, de acordo com a wikipédia, criada pelo escritor e ilustrador americano Maurice Sendak. Está neste momento em exibição a sua adaptação para cinema.
Por sugestão do meu Reizinho, lá fomos nós assistir à saga do rapazinho de 5 anos que apanhou um castigo da mãe e foi para o quarto fantasiar sobre um mundo imaginário onde viviam os monstros-que-afinal-não-eram-assim-tão-monstros.
A história já não é nova e o livro já vendeu milhões de cópias por esse mundo fora. Quanto ao filme, não sei se venderá tanto, até porque a adaptação, (lá está, é uma adaptação), não é a obra literária.
O conteúdo é denso. Obriga-nos a reflectir sobre a relevância dos ensinamentos maternais e sobre o amor que pretendem transmitir-nos. Transmitir-nos, a nós, adultos. Às crianças? Faz-me duvidar se será um filme infantil, para um publico infantil. Contudo, se tivermos em conta a classificação... E mais uma vez haveria tanto para dizer...
Por sugestão do meu Reizinho, lá fomos nós assistir à saga do rapazinho de 5 anos que apanhou um castigo da mãe e foi para o quarto fantasiar sobre um mundo imaginário onde viviam os monstros-que-afinal-não-eram-assim-tão-monstros.
A história já não é nova e o livro já vendeu milhões de cópias por esse mundo fora. Quanto ao filme, não sei se venderá tanto, até porque a adaptação, (lá está, é uma adaptação), não é a obra literária.
O conteúdo é denso. Obriga-nos a reflectir sobre a relevância dos ensinamentos maternais e sobre o amor que pretendem transmitir-nos. Transmitir-nos, a nós, adultos. Às crianças? Faz-me duvidar se será um filme infantil, para um publico infantil. Contudo, se tivermos em conta a classificação... E mais uma vez haveria tanto para dizer...
Imagem do filme
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Bright Star
Há já muito tempo que não via um filme assim! Palavra! Ao contrário do que disse sobre o Avatar, recomendo este VIVAMENTE. Todo ele é magnífico! John Keats era meu inimigo até há bem pouco tempo. Digamos que me fez a vida negra na cadeira de Literatura Inglesa, já lá vão uns anitos :). É verdade. Foi um dos autores estudados na universidade e a sua poesia não era a mais fácil. De facto, nada com tanta beleza poderia ser "fácil". Redescobri Keats ao ver o "Bright star" e ainda bem que o redescobri.
Bright Star
Bright star, would I were steadfast as thou art —
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like Nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors —
No — yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever — or else swoon to death.
Bright Star
Bright star, would I were steadfast as thou art —
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like Nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors —
No — yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever — or else swoon to death.
John Keats
(AMEI os sapatos às tiras da mocinha ;)
(AMEI os sapatos às tiras da mocinha ;)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Sobre o amor
Mais uma vez me deliciei com textos de outros que tanto jeito têm com as palavras no que respeita ao conceito AMOR. Mais uma vez também, me surpreendi com a capacidade que alguns de nós possuem para exteriorizarem com tanta eficácia a possível definição de tal sentimento. Aqui no Quinto, as definições de Amor vão acumulando. São de vários autores. Talvez todas juntas formem a "definição completa". Se é que isso existe...
"Passei por ti tão incerto. Acho que nesses dias andava a recolher das ruas a minha própria vida, aos pedaços. Às vezes no falso vigor dum café quente, outras vezes no constante adeus daqueles que passam e não ficam. Como se assim um dia pudesse tê-la toda. Não podia. Talvez pensasse que ela estava fragmentada por aí, como peças dum puzzle por construir. Não estava. O amor é sempre assim. Ou a falta dele, pensei depois. Uma extensão de fragmentos.
"Passei por ti tão incerto. Acho que nesses dias andava a recolher das ruas a minha própria vida, aos pedaços. Às vezes no falso vigor dum café quente, outras vezes no constante adeus daqueles que passam e não ficam. Como se assim um dia pudesse tê-la toda. Não podia. Talvez pensasse que ela estava fragmentada por aí, como peças dum puzzle por construir. Não estava. O amor é sempre assim. Ou a falta dele, pensei depois. Uma extensão de fragmentos.
E vi-te tão incerta. Acho que nesses dias houve um segredo qualquer. O amor começa sempre assim, pensei depois. Num olhar que é um segredo, num cheiro que é um segredo, numa vontade que é um segredo. Seja lá o que for. No princípio é sempre um segredo. Sempre. E tu disseste que os segredos são o Big Bang do amor. Tinhas razão. Todo o amor comprimido num único ponto pronto a ser o Cosmos. Às vezes devagar, outras vezes mais depressa.
E eu que já me tinha esquecido da mania que o amor tem de não fazer apresentações. Primeiro entra em nossa casa sem bater, deixando pegadas de terra na carpete da sala; depois desarruma-nos os objectos pessoais e a mobília. E rio-me com isso. E rimo-nos com isso. Às vezes também vai à cozinha servir-se dum café expresso. E quando perguntamos: "o que diabo se passa aqui?" já nem queremos saber a resposta. Queremos que o fim da cama seja a nossa linha do horizonte. É que às vezes é, até porque é atrás dela que passa a nascer o dia. Que passa a nascer a noite.
Tinha nascido a noite quando surgiu a dúvida: "o que dirá o dicionário sobre a palavra amor?". E tu riste-te. Se os dicionários são tão grandes deve ser só por causa dessa palavra, disseste. E eu ri-me. Fomos ver. Dizia que é o sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição. E rimo-nos os dois. Não é, pois não? Como é que o Big Bang podia ser só isso? O dicionário não sabe nada. E pediste-me para tentar escrevê-lo. Acabo de o tentar, meu amor, com este texto que é para ti. Só que eu também não sei nada. Tentei, está bem?"
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
E porquê o Avatar?!
Então é assim, fui ver o filme Avatar logo na semana de estreia, ao cinema. E fui, simplesmente porque envolvia actividades extra curriculares, e tal, relacionadas com a escolinha. Lembro-me que foi um dia complicado, mau tempo entre outras coisas, e cheguei aí uns 10 minutitos atrasada. Pareceu-me a mim que esses 10 minutitos não teriam feito grande diferença à compreensão do enredo da "coisa", por assim dizer. Na verdade, fiquei a par de tudo em menos de nada (construção engraçada, esta :). E quando achei que o filme começava a "ser" (já não sei bem que coisa seria) começam os tiros, as máquinas, a destruição do espaço, daquele paraíso todo (aliás, como convém a um filme tipicamente americano que se preze, digo eu). E são infinidades disto!
Entretanto, só oiço falar sobre o Avatar. No início, eram principalmente os mais miúdos que mais comentavam a obra de arte. Compreendi. Os miúdos são grandes fãs de efeitos especiais, e tal. Depois ouvi num lugar qualquer que era o 2º filme mais visto da história do cinema. E caiu-me tudo! Ou quase. Há qualquer coisa aqui que me escapou...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Home sweet home...
Um casal de amigos dos tempos da universidade convidou-me para jantar com eles há uns tempos atrás. Sempre gostei bastante das nossas longas conversas pela noite fora, sobre os mais variados assuntos. Partilham a vida há alguns anos, já, e não foi a primeira vez que passei lá pelo "ninho". Entrar lá é muito agradável. É um lugar que revela bom gosto, onde pormenores foram tidos em conta. Passa por um sofá vermelho ao lado de um tapete que dá pena pisar. O tecto tem encaixadas pequenas lâmpadas por ele distribuídas de igual forma. São daquelas cuja intensidade pode ser regulada. Nunca a sua luminosidade está muito ou pouco intensa. Tudo está muito certinho, sempre. Nada fora do lugar. Do mais "fashion"! Contudo, sempre que saio de lá trago comigo uma sensação meio esquisita... é como se estar lá me fizesse ficar com saudades da minha casa. Estranho, pensei eu, pois quando entro em minha casa vejo sempre algo fora do lugar. Na minha casa há "cenas" coladas na porta do frigorífico, listas de coisas para fazer, fotos, contas, desenhos do meu filho, eu sei lá! Na minha casa, há brinquedos na banheira. Na minha casa, há casacos no bengaleiro. Há uma mantinha no sofá.
Quando regressei da casa dos meus amigos e entrei na minha casa percebi o que tinha sentido. Na minha casa vivem pessoas. Ela é visitada por pessoas que se sentem em casa quando lá estão. A minha casa tem a minha alma. A vida de quem lá vive. A minha casa não é uma montra e é, mesmo assim, a mais linda de todas.
Quando regressei da casa dos meus amigos e entrei na minha casa percebi o que tinha sentido. Na minha casa vivem pessoas. Ela é visitada por pessoas que se sentem em casa quando lá estão. A minha casa tem a minha alma. A vida de quem lá vive. A minha casa não é uma montra e é, mesmo assim, a mais linda de todas.
domingo, 31 de janeiro de 2010
(Des)Arrumações
Podemos adiar, adiar, mas chega um dia em que já não é possível fazê-lo mais. Se não arrumamos, já não conseguimos orientar-nos. Olhamos e deparamo-nos com um cenário caótico, no mínimo, confuso e desordenado e não há ponta por onde se lhe pegue. Há que ganhar coragem e vamos a isto.
A bem da verdade, não aprecio muito a ideia de passar eternidades nas limpezas e arrumações. É necessário fazê-lo, bem o sei. Mas faço-o apenas por isso mesmo, porque é necessário. Porque me perco sem ordem. Porque não é eficiente.
É verdade, também, que não me agrada nada a desarrumação. As coisas fora do lugar fazem-me impressão. Muito mais quando olho para elas, dia após dia, e ali continuam, fora do lugar. Quem dera que alguém as arrumasse por mim, ou que, como por magia, se arrumassem sozinhas.
É quase como a forma como encaro a vida. Por vezes até posso olhar para o outro lado e fingir que não vejo a desarrumação. Contudo, mais cedo ou mais tarde, deixa de ser possível afastar o olhar. A desarrumação está à minha frente, ao meu lado, não é mais possível fugir-lhe. Há que ganhar coragem e arrumá-la. A magia não acontece. Não há meio de se arrumar sozinha. Lá está, sometimes it's a dirty job, but somebody's got to do it. Custe o que custar. Custe a quem custar. A mim, custar-me-á sempre muito, tenho a certeza. Arrumar a vida implica mexer e remexer em coisas que mantivemos num canto... É complicado.
A bem da verdade, não aprecio muito a ideia de passar eternidades nas limpezas e arrumações. É necessário fazê-lo, bem o sei. Mas faço-o apenas por isso mesmo, porque é necessário. Porque me perco sem ordem. Porque não é eficiente.
É verdade, também, que não me agrada nada a desarrumação. As coisas fora do lugar fazem-me impressão. Muito mais quando olho para elas, dia após dia, e ali continuam, fora do lugar. Quem dera que alguém as arrumasse por mim, ou que, como por magia, se arrumassem sozinhas.
É quase como a forma como encaro a vida. Por vezes até posso olhar para o outro lado e fingir que não vejo a desarrumação. Contudo, mais cedo ou mais tarde, deixa de ser possível afastar o olhar. A desarrumação está à minha frente, ao meu lado, não é mais possível fugir-lhe. Há que ganhar coragem e arrumá-la. A magia não acontece. Não há meio de se arrumar sozinha. Lá está, sometimes it's a dirty job, but somebody's got to do it. Custe o que custar. Custe a quem custar. A mim, custar-me-á sempre muito, tenho a certeza. Arrumar a vida implica mexer e remexer em coisas que mantivemos num canto... É complicado.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Envelhecer com alguém
Há uns dias li no blogue de alguém (um amigo já), um escrito que me tocou profundamente relacionado com o facto de desejarmos envelhecer com alguém. Encontrou alguém com quem não se importaria de envelhecer e expôs o facto da forma mais simples que existe. Apenas porque o sentiu. E como o sentiu. Apenas assim:
"Há uns dias, em conversa com uns amigos, discutia-se a distância que pode haver entre a capacidade de amar alguém e a vontade de envelhecer com esse alguém. É que às vezes há de facto uma distância entre ambos os estados.
Uma amiga minha apagou uma vela com a ponta dos dedos e, tal como esse fogo, também as suas palavras se esfumaram num sorriso que me pareceu triste: "já amei alguns homens a sério mas nunca quis envelhecer com nenhum".
Não gosto muito, numa primeira análise, da ideia de envelhecer com alguém, principalmente porque me parece que a ela está associado um certo divórcio da vida. Melhor dizendo, dos outros. De todos os outros. Mas não é assim. Pelo menos não tem que ser assim.
Actualmente estou a passar a fase profissional mais complicada de sempre na minha vida, não me apetece nem posso explicar aqui porquê. Sei no entanto que estou a fazer os possíveis para me manter à tona da felicidade e dar a volta a isto. No entanto hoje senti-me a afundar lentamente e ao princípio da noite decidi andar um pouco à deriva numa cidade que não é a minha, entre alguns ombros embrutecidos e a indiferença dos outros. De todos os outros.
Foi num bar de esquina qualquer que, guiado por curtas mensagens de telemóvel, me acabei por encontrar com a minha companheira. Bebemos duas cervejas e comemos uns pratos de polvo com molho verde. Agora não sei bem explicar mas estou bem disposto. Gostava de envelhecer com ela... se puder ser. Entre todos os outros."
Bagaço Amarelo
O meu comentário ao post foi: "Também gostaria de ter vontade de envelhecer com alguém...". A resposta dele foi: "memyselfandi, ou de ter alguém com quem tivesses vontade? :)".
Guardei o comentário seguinte só para mim.
"Há uns dias, em conversa com uns amigos, discutia-se a distância que pode haver entre a capacidade de amar alguém e a vontade de envelhecer com esse alguém. É que às vezes há de facto uma distância entre ambos os estados.
Uma amiga minha apagou uma vela com a ponta dos dedos e, tal como esse fogo, também as suas palavras se esfumaram num sorriso que me pareceu triste: "já amei alguns homens a sério mas nunca quis envelhecer com nenhum".
Não gosto muito, numa primeira análise, da ideia de envelhecer com alguém, principalmente porque me parece que a ela está associado um certo divórcio da vida. Melhor dizendo, dos outros. De todos os outros. Mas não é assim. Pelo menos não tem que ser assim.
Actualmente estou a passar a fase profissional mais complicada de sempre na minha vida, não me apetece nem posso explicar aqui porquê. Sei no entanto que estou a fazer os possíveis para me manter à tona da felicidade e dar a volta a isto. No entanto hoje senti-me a afundar lentamente e ao princípio da noite decidi andar um pouco à deriva numa cidade que não é a minha, entre alguns ombros embrutecidos e a indiferença dos outros. De todos os outros.
Foi num bar de esquina qualquer que, guiado por curtas mensagens de telemóvel, me acabei por encontrar com a minha companheira. Bebemos duas cervejas e comemos uns pratos de polvo com molho verde. Agora não sei bem explicar mas estou bem disposto. Gostava de envelhecer com ela... se puder ser. Entre todos os outros."
Bagaço Amarelo
O meu comentário ao post foi: "Também gostaria de ter vontade de envelhecer com alguém...". A resposta dele foi: "memyselfandi, ou de ter alguém com quem tivesses vontade? :)".
Guardei o comentário seguinte só para mim.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Tanta palavra...
Arredia.
Bem o sei.
Arredia disto.
Destes.
Daqueles.
Não é o tempo.
Não dão trabalho.
São-me é escassas, as palavras.
Gastas, me parecem, como ao poeta.
Para que servem?
O cuidado de as escolher, as trocar, as colocar, as retirar...
Não me apetece, agora.
Quero lá saber de inventar novas ordens para tais signos e não me apetece seguir as velhas.
São-me escassas as palavras.
Não passam de palavras.
Cansa-me, já, tanta palavra.
Bem o sei.
Arredia disto.
Destes.
Daqueles.
Não é o tempo.
Não dão trabalho.
São-me é escassas, as palavras.
Gastas, me parecem, como ao poeta.
Para que servem?
O cuidado de as escolher, as trocar, as colocar, as retirar...
Não me apetece, agora.
Quero lá saber de inventar novas ordens para tais signos e não me apetece seguir as velhas.
São-me escassas as palavras.
Não passam de palavras.
Cansa-me, já, tanta palavra.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Mais do que palavras... XIV
Tenho Saudades
Tenho saudades…
Tenho saudades daquilo que não tenho,
Dos momentos que não vivi…
Saudades de lugares de onde nunca venho,
Saudades de imagens irreais que desenho,
Saudades de tudo o que nunca vi…
Tenho saudades de sentir saudade,
E sentir que a saudade de mim se alheou,
De mim se cansou…
Ah…tenho saudade…
Apenas de mim, não há saudade…
De mim cansei, porque de mim nada sobrou…
E tenho saudades de ser eu…
De ser ideia ao acordar, e poeta ao adormecer.
Ser luz rompendo o escuro,
Saudades de ser eu…
De ser talento que vive para crescer!
Ser bola atrevida que repica, e salta o muro…
Saudades da magia que sentia ao escrever…
Tenho saudades de tudo, menos do bem que fiz,
Para quê sentir falta daquilo que nem sempre quis?
Mas tenho saudades… e as saudades fazem-me feliz…
Renato Machado
Tenho saudades daquilo que não tenho,
Dos momentos que não vivi…
Saudades de lugares de onde nunca venho,
Saudades de imagens irreais que desenho,
Saudades de tudo o que nunca vi…
Tenho saudades de sentir saudade,
E sentir que a saudade de mim se alheou,
De mim se cansou…
Ah…tenho saudade…
Apenas de mim, não há saudade…
De mim cansei, porque de mim nada sobrou…
E tenho saudades de ser eu…
De ser ideia ao acordar, e poeta ao adormecer.
Ser luz rompendo o escuro,
Saudades de ser eu…
De ser talento que vive para crescer!
Ser bola atrevida que repica, e salta o muro…
Saudades da magia que sentia ao escrever…
Tenho saudades de tudo, menos do bem que fiz,
Para quê sentir falta daquilo que nem sempre quis?
Mas tenho saudades… e as saudades fazem-me feliz…
Renato Machado
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
"I might be singing out of key, but it sure feels good to me"
Right To Be Wrong
I've got a right to be wrong
My mistakes will make me strong
I'm stepping out into the great unknown
I'm feeling wings though I've never flown
I've got a mind of my own
I'm flesh and blood to the bone
I'm not made of stone
Got a right to be wrong
So just leave me alone
I've got a right to be wrong
I've been held down too long
I've got to break free
So I can finally breathe
I've got a right to be wrong
Got to sing my own song
I might be singing out of key
But it sure feels good to me
Got a right to be wrong
So just leave me alone
You're entitled to your opinion
But it's really my decision
I can't turn back I'm on a mission
If you care don't you dare blur my vision
Let me be all that I can be
Don't smother me with negativity
Whatever's out there waiting for me
I'm going to face it willingly
I've got a right to be wrong
My mistakes will make me strong
I'm stepping out into the great unknown
I'm feeling wings though I've never flown
I've got a mind of my own
Flesh and blood to the bone
See, I'm not made of stone
I've got a right to be wrong
So just leave me alone
I've got a right to be wrong
I've been held down to long
I've got to break free
So I can finally breathe
I've got a right to be wrong
Got to sing my own song
I might be singing out of key
But it sure feels good to me
I've got a right to be wrong
So just leave me alone!
Joss Stone
I've got a right to be wrong
My mistakes will make me strong
I'm stepping out into the great unknown
I'm feeling wings though I've never flown
I've got a mind of my own
I'm flesh and blood to the bone
I'm not made of stone
Got a right to be wrong
So just leave me alone
I've got a right to be wrong
I've been held down too long
I've got to break free
So I can finally breathe
I've got a right to be wrong
Got to sing my own song
I might be singing out of key
But it sure feels good to me
Got a right to be wrong
So just leave me alone
You're entitled to your opinion
But it's really my decision
I can't turn back I'm on a mission
If you care don't you dare blur my vision
Let me be all that I can be
Don't smother me with negativity
Whatever's out there waiting for me
I'm going to face it willingly
I've got a right to be wrong
My mistakes will make me strong
I'm stepping out into the great unknown
I'm feeling wings though I've never flown
I've got a mind of my own
Flesh and blood to the bone
See, I'm not made of stone
I've got a right to be wrong
So just leave me alone
I've got a right to be wrong
I've been held down to long
I've got to break free
So I can finally breathe
I've got a right to be wrong
Got to sing my own song
I might be singing out of key
But it sure feels good to me
I've got a right to be wrong
So just leave me alone!
Joss Stone
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
E quando pensarmos que os nossos problemas são os maiores do mundo...
é melhor pensarmos outra vez!

http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/noticias/not_13jan10.asp
Créditos fotográficos: Matthew Marek / American Red Cross
Um terramoto devastador medindo 7.3 na escala de Richter atingiu o Haiti no passado dia 12 de Janeiro. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas tenham sido afectadas.
O terramoto atingiu a capital Port-au-Prince e outras áreas do país. A zona ocidental do Haiti, com uma população de 2.2 milhões, foi a mais atingida.
A Cruz Vermelha Portuguesa vai enviar imediatamente 25.000 Euros do seu Fundo de Emergência, como primeiro passo para suportar o enorme esforço de socorro que se está a organizar. No entanto, a colossal dimensão deste desastre demonstra que muito mais vai ser necessário.
Com a proposição "Ajude o Haiti, agora!", a Cruz Vermelha Portuguesa, no quadro do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, vem apelar à comunidade portuguesa para apoiar as vítimas do terramoto no Haiti.
Segundo Luís Barbosa, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, "É muito importante que a ajuda humanitária chegue nos primeiros dias após este tipo de catástrofe. Quanto mais depressa a ajuda chegar, mais vidas se podem salvar."
Os voluntários da Cruz Vermelha estão no terreno a assistir os feridos e a apoiar os hospitais que não têm capacidade para lidar com esta emergência.
As necessidades mais urgentes, até ao momento, são: salvamento e resgate, hospitais de campanha, cuidados de saúde de emergência, purificação de água, abrigos de emergência, logística e comunicações.
A Cruz Vermelha do Haiti dispõe de stocks para assistir 3.000 famílias, incluindo stocks para 500 famílias em Port-au-Prince. Estes artigos de emergência consistem em utensílios de cozinha, kits de higiene pessoal, cobertores e contentores para armazenar água.
A Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho mobilizou uma equipa especializada em resposta a desastres, saúde em emergência e logística, que deverá chegar ao Haiti ainda hoje ao final do dia para apoiar a CV do Haiti e coordenar a assistência dos organismos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho.
.............................. .............................. .............................. .............................. .............................. .............................. ....
As formas de donativo para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti, são as seguintes:
1. Nas caixas multibanco ou por netbanking, optando por "pagamento de serviços" e marcando entidade 20999 e referência 999 999 999.
2. Efectuando um depósito ou transferência bancária para as contas "CVP - Fundo de Emergência."
Banco | Nº conta | NIB |
Millennium BCP | 45307610691 | 0033 0000 4530 7610691 05 |
CGD | 0027082402230 | 0035 0027 0008 2402230 53 |
BPI | 3631911 000 001 | 0010 0000 3631 9110001 74 |
Santander Totta | 000314691778020 | 0018 0003 1469 1778020 27 |
BES | 0001 4968 7394 | 0007 0000 00149687394 23 |
C.E.Montepio Geral | 087100053716 | 0036 0087 99100053716 51 |
Barclays | 117201022464 | 0032 0117 00201022464 75 |
BANIF | 57/629520 | 0038 0057 00629520771 72 |
BPN | 026511345-10-001 | 0079 0000 26511345101 76 |
3. Enviando um Cheque ou Vale Postal pagável à CVP - Fundo de Emergência para o Departamento Financeiro da Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa (Jardim 9 de Abril, nº1 a 5, 1249-083 Lisboa).
Nota: Estes donativos são dedutíveis nos impostos.
http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/noticias/not_13jan10.asp
sábado, 9 de janeiro de 2010
Deixa o mundo girar
Quantas vezes vais olhar para trás
Estás preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Atenção e a razão que tens
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estás de passagem
Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem,
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estás de passagem
…
só de passagem
estou de passagem para outro lugar
Estás preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Atenção e a razão que tens
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estás de passagem
Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem,
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estás de passagem
…
só de passagem
estou de passagem para outro lugar
Pólo Norte
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
"And slowly, you come to realize
It's all as it should be
You can only do so much"
(obrigada por esta partilha!)
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