segunda-feira, 16 de novembro de 2009

(tell me why)

I don't like Mondays é o nome de uma musica do senhor Bob Geldof e dos seus Boomtown Rats (para quem não se lembra, ou não conhece, façam o favor de ver e ouvir aqui) e cá está uma pergunta que eu nunca faria porque sei perfeitamente porque é que "I don't like Mondays"!
De referir, ainda, que quanto a "I wanna shoo-oo-oo-oo-oo-oot the whole day down" também não tenho dúvidas!

O silêncio.
A envolvência da calma e da noite escura.
Os pensamentos que se cruzam na mente incessantemente e a um ritmo aflito.
A ausência.
A falta de sentido.
Insónia.


domingo, 15 de novembro de 2009

That's all I have today, It's all I have to say...


Holding back the years
Thinking of the fear I've had so long
When somebody hears
Listen to the fear that's gone
Strangled by the wishes of pater
Hoping for the arms of mater
Get to me the sooner or later

Holding back the years
Chance for me to escape from all I've known
Holding back the tears
Cause nothing here has grown
I've wasted all my tears
Wasted all those years
And nothing had the chance to be good
Nothing ever could yeah

I'll keep holding on
I'll keep holding on
I'll keep holding on
I'll keep holding on
So tight

I've wasted all my tears
Wasted all of those years
And nothing had the chance to be good
Cause nothing ever could oh yeah

I'll keep holding on
I'll keep holding on
I'll keep holding on
I'll keep holding on
Holding, holding, holding

That's all I have today
It's all I have to say
 



Simply Red


sábado, 14 de novembro de 2009


Sono, s. m.

1. Estado fisiológico caracterizado pela insensibilidade dos sentidos e pelo repouso que proporciona.
2. Sentimento da necessidade de dormir.


Mais do que palavras... X

Horas Luminosas


Deslizam as hora más,
devagar... tão devagar!
São as horas torturantes
que não sabem caminhar!


Tic, tac, tic, tac...
Devagar... tão lentamente


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Surgem horas divinais
em fuga vertiginosa...
E o ponteiro roda, voa,
como em sonho cor de rosa!


- Que horas são?
- Horas benditas!
Horas de sonho, radiosas!
São meteoros, quimeras
São as Horas Luminosas!

Luthegarda de Caires
(Breve Antologia da Poesia Feminina Algarvia)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Há coisas deliciosas

Hoje, logo pela manhã, na Rádio Comercial, ouvi esta interpretação fabulosa dos funcionários públicos de Portimão ao som da simbólica melodia de "USA for Africa" (lembram-se?).  Se há coisas que têm piada, esta é uma delas!
Não deixem de ver o vídeo que se segue e prestem atenção à letra e ao esforço interpretativo.
É fabuloso!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Estão a ver

aqueles dias em que parece que nos sentimos extra-terrestres a viver num mundo que não entendemos porque a humanidade nos decepciona e nos queixamos por ninguém ter tempo para ninguém, e por andar tudo às apitadelas na estrada, e por tudo andar na rua com cara de quem está cheio de azia o tempo todo, e outros afins? Estão a ver?
Hoje não tive um dia desses!
Pelo contrário!

domingo, 8 de novembro de 2009

A rir até agora

Chegou até mim um "livrinho" que quase dispensa palavras, mas que eu não podia deixar passar sem que os visitantes do Quinto Andar o "folheassem". Abram o link e vão clicando. É um "must" de tão Tuga...
Divirtam-se!
AQUI
(Obrigada, GRACE)


sábado, 7 de novembro de 2009

MJ's - THIS IS IT!


Já tinha lido muita coisa sobre este filme/documentário, mas ainda não tinha tido oportunidade de ver com os meus próprios olhos para depois poder apreciar. Finalmente, vi. Ví e fiquei contente com o que vi. Saí da sala de cinema com vontade de dançar e tudo!
Do que tinha lido sobre o "This is it" na blogosfera, houve um post que me ficou e com o qual eu não poderia estar mais de acordo. O mesmo dizia que quem viu o filme saiu com a convicção de que Michael Jackson estava pronto para enfrentar o público e dar concertos memoráveis.
Não poderia estar mais de acordo. A produção do evento era gigantesca e os detalhes, então. Desde os fantásticos cenários aos incansáveis e disciplinadíssimos bailarinos, sai-se da sala a pensar, também, e com algum lamento, como tanto empenho, trabalho horas a fio, investimento físico, psicológico e monetário, claro, deu no que se sabe...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hoje é diferente

Tudo é sempre diferente. 
Ontem foi diferente de hoje. 
Amanhã, voltará a ser diferente. Há quem se dê conta disso e quem tenha mais que fazer do que perder tempo com trivialidades.
Aqui no Quinto perde-se esse tempo para se sentir que é diferente. Porque o longínquo ontem ficou com o tempo em que todas as letras de musicas eram escritas para mim, e todos os poemas era de mim que falavam.
Lá ficou, também, com a vontade de apressar tarefas porque mais havia para além disso. 
A energia para rir e sorrir que nem uma perdida, cadê? Lá ficou, também. 
Há hoje outra, tem que haver. 
Há outras letras. 
Outros poemas. 
São diferentes. 
Hoje, é diferente.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

...memórias

de vidas que se esboçaram  no tempo, delírios de instantes que se perderam entre os dedos...


sábado, 31 de outubro de 2009

Happy Halloween (ano 2)

Achei que este ano vinha a propósito desejar-vos um feliz dia das bruxas com este(s) vídeos...




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Houve auditoria

A ansiedade. Os nervos. As unhas roídas. As cólicas. As horas extraordinárias. A escassez de sono. As olheiras. A falta de apetite. O riso histérico de quem já está por tudo. Os papeis (sim, os papeis são essenciais, sem papeis, nada feito). Os computadores.  A luz dos computadores nos olhos. O zumbido dos computadores nos ouvidos. A manhã. O dia.
A auditoria. O tom de voz. O desdém pelo árduo trabalho alheio. O pouco caso. A atitude. Os modos. A prepotência. A animosidade.
Houve auditoria.
Acabou a auditoria. O sentir-se mais pequenino que uma formiga. A sensação do esforço em vão. As lágrimas de alívio e de... frustração. O baixar a cabeça. O levar na cabeça das chefias. O perguntar-se: "Para quê tanto esforço?"
E tudo porque se desempenham funções de seis quando se é apenas um, e mesmo assim...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

There's something wrong with the world, today

Não me parece normal que na France Telecom, na GNR e outras entidades e empresas por este mundo fora, as pessoas se andem a matar!
Não me parece normal, também, que as pessoas o comentem aqui e ali com o mesmo desprendimento de quem fala da roupa mal lavada da vizinha mas que está estendida no quintal, tipo "Olha, ontem lá foi mais um...".
Tem-me feito alguma confusão estes infelizes fenómenos que parecem não ter fim, e todos aceitarem isto como factos e ninguém se indignar!
O mundo está em crise. Já sabemos. As empresas fecham. Já sabemos. Os funcionários são dispensados a torto e a direito, já sabemos. Mas alguém sabe como fazer para que isto acabe? Alguém quer saber? Alguém está, de facto, a fazer alguma coisa para que isto pare?
Para alguns essa realidade está tão longe que vão vivendo a vidinha e comentando as tragédias como se de filmes de ficção se tratassem. Mas há quem pense sobre isto seriamente e muito, mas muito perto de cada um de nós. E nós? Não damos por nada, até um dia..

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como uma palavra faz toda a diferença

Trocava umas impressões com uma colega sobre a nova versão do filme "FAME".
Cada uma fez a sua apreciação (ela viu por estes dias) e entre novidades e recordações, sonoridades e interpretações, veio-me à lembrança, com uma nitidez incrível, uma das falas do filme: "Talk to me, not at me...".
Pensei para comigo como as palavras têm poder e como a alteração de uma tão pequenina faz toda a diferença numa frase e no coração de quem a ouve...

Conversa com a menina das unhas no shopping

Eu - Olá. Hoje está sozinha.
Ela - Olá. Sim. Tenho estado.
Eu - A sua colega que estava grávida já teve o bebé?
Ela - Ainda não. Mas está de baixa. Não volta tão cedo.
Eu - Então ainda não têm substituta?
Ela - Não. Nem vamos ter..
Eu - A sério?! Então como vão fazer?
Ela - Como temos feito. Isto abre às 10 da manhã e fecha às 11 da noite e temos que assegurar entre as duas que cá estamos. A minha colega foi comer qualquer coisa a correr. Já está uma pessoa à espera. Vê como é?
Eu - Vejo, vejo... É que ainda são muitas horas, realmente... Pelo menos pagam-vos as horas a mais, não?
Ela - Isso agora... Não falta quem queira trabalhar, minha senhora...
Eu - Você tem filhos?
Ela - Coitados dos meus filhos...

Calei-me. Não perguntei absolutamente mais nada. Fiquei deprimida o resto da tarde.

domingo, 25 de outubro de 2009

Candy, candy


Quando era miúda não perdia um episódio destes desenhos animados. Eram do mais empolgante que havia! As venturas e desventuras da pequena Candy (que nos últimos episódios da serie transmitidos pela RTP era já uma rapariga namoradeira), fazia com que seguisse quase religiosamente tal momento televisivo. Era sem igual, naquele momento.
Ah! O que me lembro da história de amor com o António e da timidez e impossibilidade (devida já não me lembro a quê) daquele partilhar romântico! Que agonia! E ali estava eu, dia após dia, ao final da tarde, depois das obrigações escolares e do lanchinho da mamâ (sempre preparado quando chegava da escola) prontinho a ser devorado! Às vezes até havia surpresas e tudo. Ai, aquele bolinho quentinho a sair do forno!
Dá-me pena que se percam coisas na vida que nunca mais voltam. Bem sei que não há volta a dar-lhe, mas tudo o que é definitivo me causa um sentimento de impotência e no me gusta...
Curioso que muitos desenhos animados dos anos 80 da RTP foram emitidos novamente, e nunca me constou que houvesse uma reposição da Candy. Pergunto-me porquê.

sábado, 24 de outubro de 2009

Quando é que a "rentreé" me dá descanso?

Pergunto eu! Já estamos no final de Outubro, as férias já vão longe e até já chegou o Outono. Nevertheless, é uma sucessão de coisas para fazer (à partida será para se fazerem apenas no início do ano lectivo) que nunca mais acabam. Planificações, acolhimentos, apresentações oficiais, definição de horários, reuniões, ...
Desde que o trabalho começou que a minha lista de "things to do" nunca mais acaba. É que acabo de riscar uma e já estão na ponta da caneta mais uma duzia delas. Parecem uma praga de insectos! Nunca mais se esgotam.
Segue-se, portanto, um cansaço tremendo, do qual nunca me desfaço, pois ao fim de semana ou nos poucos momentos livres tenho que aproveitar para lidar com coisas comuns a todos os mortais e muito há para fazer.
Meaning, eu que tanto gosto de vocês (e de mim aqui), vejo-me forçada a algum afastamento.
Cá arranjei um bocadito e vim logo a correr. Espero ir conseguindo uns "furitos" para fazer o jeito aos dedos...

sábado, 17 de outubro de 2009

It most certainly is..

Viver é um processo engraçado! Enquanto crescemos são-nos impostas umas regras que não entendemos, contra as quais protestamos porque não entendemos, mas que acabamos por cumprir. 
Mais tarde, interiorizamos todas essas aprendizagens e aceitamo-las como mais um elemento importante ao papel do ser humano em sociedade. O papel social é importante. Damos por nós a impor essas mesmas regras aos nossos filhos ou simplesmente à geração mais nova. 
O processo continua e, eventualmente, paramos, reflectimos e voltamos a questionar tais regras (agora já temos tempo e maturidade para as por em causa). Encontramo-nos já numa altura da vida em que nem tudo nos satisfaz (não foi assim que idealizámos), e arriscamos pensar que se as regras não tivessem sido cumpridas com todo o afinco, provavelmente a sensação que se sente no "agora" seria diferente. Para melhor, claro. Resolvemos ser audazes e colocamos esta nova teoria em prática. Que se lixem as regras! O importante é viver! E vivemos,então, sem (algumas) regras. A coisa dá para o torto. Há coisas que só se podem viver em determinadas idades ou acabamos por cair no ridículo. Voltamos atrás nas nossas convicções: os nossos pais estiveram sempre certos. O que ensinamos aos nossos filhos é o certo. Os errados somos nós. As gerações anteriores ensinaram-nos isto. Porque teimámos em questioná-lo? Numa nova etapa do processo bem dizemos as regras, a ausência delas tirou-nos o chão. Sem chão, afundamos.
Ain't life a bitch?