terça-feira, 2 de agosto de 2011

Concerto dos Bon Jovi por Zaira Wardrope

Os Bon Jovi não foram meus ídolos na minha juventude pura e simplesmente porque eles não existiam.  Mas foram ídolos do meu filho mais velho que os trouxe para casa um dia dizendo que tinha gasto o dinheiro da semana numa cassette para o seu walkman de um grupo americano com músicas muito boas. Estávamos em 1993 e era o "Keep the Faith". A partir daí nunca mais parei de os ouvir, não porque gostasse muito do estilo, mas sim porque passou a ser o grupo mais ouvido em casa. Relutantemente deixei-o ir ao concerto no Estádio de Alvalade em Setembro de 1993 (o seu primeiro concerto) e a partir daí os Bon Jovi passaram a ser uma obsessão. O “I Believe”, “In These Arms” e especialmente a “Bed of Roses” foram quase que forçadas no meu ouvido, mas nunca mais de lá saíram. Quando o álbum "Crossroad" saíu em 1994 com o tema "Always", então passei a ser realmente fã para grande alegria do meu filho. E foi assim que não falhei o concerto em 1995 no Kingspark Rugby Stadium, em Durban, África do Sul. Ainda hoje guardo a velhinha VHS gravada a 25 de Junho de 1995 no Estádio de Wembley da "These Days Tour". O concerto em Wembley foi uma cópia integral do concerto em KingsPark. Por falar nisso, tenho que ir ali á Kodak e ver se eles a convertem em DVD!!!!
Revê-los novamente ao vivo, 17 anos depois, é algo muito difícil de pôr em palavras. Estão mais velhos, assim como eu, mas a energia e o talento continuam os mesmos. O Richie Sambora está mais tatuado e mais gordo mas continua um craque naquela guitarra. O Tico Torres está quase careca mas continua dos melhores bateristas de sempre. David Bryan surpreendeu-me quando cantou o "I’ll Be There For You", não sabia que ele também sabia cantar. E o Jon? Esse então até parece que não envelheceu. Só me convenci disso quando mais tarde vi as fotos que lhe tirei do grande ecran, aqueles écrans gigantes que não escondem nada, muito menos as rugas. Quando cantou a "Always", viu-se que fez um esforço enorme para manter a voz, mas as cordas vocais não o atraiçoaram e cantou-a lindamente. Dizem que estes gajos que teimam em continuar a dar concertos ao vivo depois de velhos, trazem sempre na bagagem garrafas de oxigénio para conseguirem manter o ritmo. Mas com ou sem oxigénio, foram 3 horas de concerto, 27 cancões (2 encores) e uma simpatia em palco que as várias gerações que estiveram no Parque da Bela Vista não vão esquecer tão cedo.  Eu de certeza que não vou!
Obrigada Drew! 




















domingo, 24 de julho de 2011

Amy Winehouse e "O Clube dos 27"

O mundo teve hoje conhecimento da morte trágica de uma figura consideravelmente importante do mundo da musica: Amy Winehouse. Não sou especialmente apreciadora do trabalho desta senhora, mas reconheço-lhe o talento revelado, não em todas, mas em muitas das suas interpretações. O facto de ter partido com 27 anos está já a dar que falar. O "Clube dos 27" voltou à lembrança de muitos de nós e o fatalismo associado ao número 27, também. Mas houve quem hoje tivesse tido o brilhantismo de ver a coisa por outro lado e mostrar-nos que tudo na vida, se calhar, é relativo e, dependendo da forma como olhamos para as coisas, o número 27 pode ser sinónimo de muita "coisinha" boa. Concordam? Ora passem lá pelo blogue Queridos Anos 80 primeiro e depois digam algo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Primeira paixoneta?

Vai p’ra um mês que o meu rebento não faz outra coisa a não ser cantar Shakira ou falar da Shakira, e com um sorriso tão grande que até encandeia! Hoje, lembrou-se de me perguntar se tinha o CD dela e depois pediu-me que lho comprasse... =S

Pergunto-me porque será…

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bibliotecas de Turma

Sempre que sinto que estou perante um grupo em que pode resultar, faço questão de criar uma. Refiro-me às Bibliotecas de Turma. E não me tenho enganado. Normalmente, resultam bem.
A troca de livros entre as pessoas é uma experiência que deveria, quanto a mim, continuar a ser encorajada. Todos sabemos que os livros são caros no nosso país, mas isso não significa que não haja alternativas à compra, se tivermos motivação para os ler. Todo o tipo de biblioteca é uma boa solução. Na minha profissão, criá-la dentro de um grupo, parece-me lindamente. Para além dos frutos óbvios que daí advêm, por vezes, acabamos por ter algumas surpresas e descobrir raridades literárias. "Lá por casa costuma haver livros tão antigos que já nem se sabe de quem são ou de onde vieram" - oiço às vezes.
Pois bem. Foi nesse contexto que uma dessas raridades me veio parar às mãos.
Chama-se Breve Antologia da Poesia Feminina Algarvia e é, na minha opinião, um livro precioso!
Dele já retirei vários poemas que coloquei aqui no blogue. Hoje, vou colocar outro.
E, hoje, porque acho que sim, escolho este.


Interrogando
Que sabes tu das minhas agonias
dos meus anseios de alma
da minha luta de todos os dias?

Que sabes tu dos meus sonhos de vida
da minha arquitectada melodia,
do amargor que entorno na subida?

Que sabes tu?

Que sabes tu dos lagos onde passo
de transparência liquida azulada,
os pés enrodilhados em sargaço?

Que sabes tu das noites enevoadas,
num desatino louco e labiríntico,
onde procuro saídas não achadas?

Que sabes tu?

Que sabes tu dos meus desejos
se não me compreendes,
nem entendes os meus beijos...

  Maria Leonor de Mello Horta
(Breve Antologia da Poesia Feminina Algarvia)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Gosto quando compro musica nova!

Deve haver poucas sensações tão boas como a que se sente quando compramos musica nova e mal podemos esperar para chegar a casa e ouvi-la com todos os nossos sentidos. E depois não conseguirmos deixar nenhuma track chegar ao fim porque estamos demasiado ansiosos para ouvir a que vem a seguir!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Concerto dos Iron Maiden em Faro (à minha maneira)

Se há meia dúzia de anos atrás, me tivessem dito que, um dia, iria assistir a um concerto dos Iron Maiden, eu era bem capaz de torcer o nariz. Mas a vida tem destas coisas, as pessoas mudam e nesta fase em que me encontro, em que tenho a sensação de que há tanta coisa que não vi nem vivi, apetece-me ir a todas (ou às que puder, vá). Dei, então, por mim toda empolgada com a oportunidade de ver esta magnífica banda (que é!) ao vivo. Não me eram de todo estranhos, nos finais da década de 80 as suas musicas eram uma constante lá por casa (não por minha iniciativa, mas ainda bem que o eram). O ouvido acabou por se tornar sensível às melodias, à sedução das guitarras, às letras cheias de conteúdo. Até hoje, há algumas que me fazem sorrir especialmente quando as oiço num qualquer lugar.
Quanto ao concerto de ontem, digamos que, se não tivesse ido, não me perdoaria. Os Iron são GRANDES! O espectáculo foi de uma grandiosidade assinalável e os tão amados (e respeitados) membros da banda são uns "sinhores" em palco, o que nos leva a perceber imediatamente porque é que os Iron Maiden têm o significado e a importância que têm no universo musical, especialmente no "seu" universo musical.
Não sei se houve "Wasted Years", a minha eleita da banda. Por qualquer uma confusão de horários (ao que parece, tudo aconteceu mais cedo, pois hoje (15/07) já têm compromissos em Barcelona), já tinha começado o concerto quando cheguei. Não sei bem o que perdi, mas não gostei de ter perdido o que quer que fosse. O atraso fez também com que não conseguisse uma posição muito privilegiada para registar como gostaria (e dentro do possível), o evento, mas partilho convosco as imagens que consegui.
Resta-me dizer-vos que, cá por casa, ainda guardamos alguns discos dos Iron em vinil. Nomeadamente, "Seventh Son of a Seventh Son", "No Prayer for the Dying", "Flight Of Icarus"e os singles "Run to the Hills" e "The Trooper". Sem duvida que continuaremos a guardá-los com o carinho que nos merecem.
Seguem-se as fotos para ficarem com uma ideia do que vi.








quarta-feira, 13 de julho de 2011

Free-Tech Time

Aqui a malta d'O Quinto Andar, neste início do período de férias, decidiu ir passar uns dias ao campo e evitar ao máximo o uso das tecnologias. De vez em quando faz bem e acabamos por ter noção do tempo que nos rouba e da ansiedade que causa. Ganhámos imenso tempo para fazer outras coisas e aproveitar o mais possível aquele calor humano que só a gente do campo parece saber dar.
Entre outras coisas (como por exemplo deitar cedinho)...
                                                 
fizemos longas caminhadas pelo fresco da manhã (com paisagens fabulosas como companhia)

                        apanhámos fruta

                                     cuidámos do jardim e colhemos flores

                      cozinhámos (e comemos muito bem!!!)

                     nadámos e apanhámos (um pouco de) sol

e aproveitámos para conviver muito (mas mesmo muito) com a família e os amigos.


Saudades, já.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ser ou não ser uma gaja moderna

Às vezes pergunto-me porque não saberei eu ser uma gaja moderna em vez desta personagem que mais parece saída de um romance da Jane Austen. Depois penso que a Jane Austen era uma mulher muito inteligente que criava personagens cheias de significado. E, se calhar, mais vale ter significado do que ser moderna. Digo eu.

Não me encontro num momento de grande coerência... (acho).

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sonhar um sonho

No início deste ano, apanhei o 703 e fui em direcção ao país dos sonhos. Parou mesmo à minha frente e abriu as portas enormes como quem convida a entrar. Subi sem hesitar. Parecia saber dos meus sonhos e para onde me levar, exactamente. E lá estava ele à minha espera, o sonho! Foi um sonho ainda melhor por ser sonhado com mais alguém. Era um sonho partilhado. São os melhores!
Ontem descobri que o sonho foi partilhado, mas foi só meu. Talvez haja poucas coisas menos tristes na vida, do que descobrirmos que vivemos um sonho partilhado que, afinal, era só nosso. Há que aceitá-lo. Não se cobra o sonhar um sonho.
E então pensamos que já devíamos saber que temos idade para ter juízo.
Ainda assim, é f*****.

sábado, 25 de junho de 2011

Momentos tesourinho*

Ando numa especie de maratona de leitura da obra de Pedro Paixão, como talvez tenham percebido, e tem-se tornado um vício que não consigo largar. Quanto mais leio, mais tenho vontade de ler. E li o primeiro livro que sugeriu o segundo que não pode deixar de levar ao terceiro e por aí fora. Para além dos livros, procuro na net ainda mais escritos do autor e, hoje, descobri um blogue que achei um precioso achado. Chama-se :

helena e pedro

E percebi que se trata de "momentos tesourinho" de tempos que, eventualmente, todos vivemos alguma vez na vida e com os quais, por isso mesmo, talvez, nos identifiquemos. Delicioso! Estará a partir de agora na minha lista de blogues, logo ali ao lado.

O meu querido Pedro e a minha Querida Lena!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Está-se bem no Algarve!

Um calor difícil de aguentar. Filas enormes nos supermercados. Centros comerciais a abarrotar. Praias lotadas. Um trânsito que não lembra a ninguém. Não há lugares para estacionar.
O Verão chegou ao Algarve.
E com ele a confusão.
Está um pouco como a minha cabeça, neste momento: ferve e a confusão é muita!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Primeiro dia de férias

Hoje, para além de ser feriado, foi o primeiro dia de férias do meu rebento. Hoje, poderia ter dormido descansadamente até mais tarde. Mas não! Acordou excitadíssimo, exactamente às mesmas horas dos outros dias. E, claro, vai de acordar a mãe. Segundo o próprio, já eram horas. "Horas de quê?", perguntei-lhe eu. "Horas de acordar! Já estou de férias e temos que nos despachar porque temos que ir fazer coisas!". E, naquele momento, tomei consciência de como a palavra férias tem um significado tão diferente quando somos crianças...

"A Tempestade" de Shakespeare

"Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos; e a nossa curta vida tem a duração de um sono."
Shakespeare

A famosa peça de William Shakespeare "A Tempestade" esteve em exibição num teatro aqui bem perto de mim e não quis perder a oportunidade de a ver. Sou uma apreciadora de  teatro (e de Shakespeare) e, sempre que posso, lá vou eu (infelizmente não vou tanto quanto gostaria). Já tinha lido qualquer coisa sobre a forma original como a peça iria ser abordada e fiquei curiosa. À primeira vista, o cenário pareceu-me muito bem conseguido e fazia todo o sentido. Os actores faziam-se ouvir perfeitamente, o som estava excelente e eles vestiram a roupagem das personagens de forma muito convincente. Isto, na parte em que na peça se falava em português. Explicando: a partir de um determinado momento, os actores que aparecem em palco para lhe dar continuidade, falam em alemão. Ora bem, rapidamente percebemos o porquê de existir uma espécie de ecrã quase colado ao tecto, exactamente em cima do palco (que em nada favorecia o tal bem conseguido cenário), e para onde era suposto olharmos para lermos as legendas (sim, legendas), e assim compreendermos o que estava a ser dito. O difícil do exercício residiu no facto de ninguém conseguir ler as legendas "tão lá em cima" e, ao mesmo tempo, acompanhar os actores mais cá em baixo. A riqueza da representação (e da obra) perdeu, quanto a mim. Se calhar fui só eu a achar, não sei. Original, sem dúvida, agora...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ruiva não diria...

...mas a Belota sabe das coisas!

http://guiadasmulheresparatotos.blogspot.com/2011/06/esta-barba-e-minha.html

=)

Chiça lá para os carrapatos!

Há dois posts atrás, falava eu da nostalgia que se sente quando alguém que fez parte da nossa vida deixa de fazer.
Isto, porque esse alguém nos é querido e, por isso, gostaríamos de o manter por perto sempre. Mas todos sabemos que também existem casos dos outros. Casos em que uma determinada pessoa lá calhou de passar pela nossa vida e nós, a bem da verdade, até agradecíamos que tal facto nunca tivesse acontecido. O curioso disto tudo é que, os que nos ficam no coração, muitas vezes, demoram a dar sinal (como quem diz, sentimos-lhe a falta e mesmo que vão dando notícias parece-nos sempre que demoraram eternidades). Os outros, os tais que lamentamos ter conhecido, parece castigo, aparecem em tudo o que é sítio. É incrível! E por mais que os tentemos manter à margem, fazer questão da distância, lá conseguem arranjar sempre um estratagema para se fazerem notar. Mais! Às vezes até parece que vivem com o propósito.
Tipo pragas, mesmo.
Nem carrapatos.
Chiça!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Porque para mim também é importante não deixar passar este dia...

...sem lhe prestar alguma homenagem (ou não fosse ele dos meus favoritos), publico aqui a sua última frase (que foi escrita em Inglês):

"I don't know what tomorrow will bring… "
                                                                                                              Fernando Pessoa
mas há-de ser melhor, com certeza!

Obrigada, Carla*

domingo, 12 de junho de 2011

Aos que "passam por mim"

Duas semanas bem penosas passaram. Poucas horas de sono, horários completamente condicionados, limitados e alterados. Refeições em horários anedóticos (quando as houve) e um cansaço que insistia em não me deixar. Trabalho. Muito trabalho. Saberia lindamente dizer-vos que toda esta canseira terminou, mas a próxima semana (ou as duas próximas, se calhar) ainda será assim. Há profissões que em determinadas alturas exigem mais de nós, a minha é uma dessas. E exige mais de mim não apenas pelo tempo que me toma, mas também porque tem uma altura em que um processo algo doloroso tem lugar. É chegado o momento de, mais uma vez, deixar alguém (no caso, muitos "alguéns") partir. E partem vidas da minha vida, que em mim moraram durante alguns meses (ou anos). Muitas semanas. Horas, então... E todos os anos se soltam. É um pouco como quando os grãos de areia nos fogem por entre os dedos, não existe segurá-los. Obviamente que este processo é um excelente sinal para os "alguéns" e tudo isto é necessário, mais, não poderia deixar de o ser, mas nunca me é um processo assim tão pacífico quando alguém passa "por mim" e depois, porque tem que ser, deixa de passar.
Os anos sucedem-se. A história repete-se. Nem por isso o sentimento de alguma nostalgia desaparece ou diminui, apesar disso.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fernado Pessoa para crianças (e porque o meu filho acha um piadão!)

Toda a gente que tem as mãos frias
Deve metê-las dentro das pias.
Pia número UM,
Para quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número DOIS
Para quem bebe bifes de bois.
Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.
Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.
Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis.
Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.
Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!