Os Bon Jovi não foram meus ídolos na minha juventude pura e simplesmente porque eles não existiam. Mas foram ídolos do meu filho mais velho que os trouxe para casa um dia dizendo que tinha gasto o dinheiro da semana numa cassette para o seu walkman de um grupo americano com músicas muito boas. Estávamos em 1993 e era o "Keep the Faith". A partir daí nunca mais parei de os ouvir, não porque gostasse muito do estilo, mas sim porque passou a ser o grupo mais ouvido em casa. Relutantemente deixei-o ir ao concerto no Estádio de Alvalade em Setembro de 1993 (o seu primeiro concerto) e a partir daí os Bon Jovi passaram a ser uma obsessão. O “I Believe”, “In These Arms” e especialmente a “Bed of Roses” foram quase que forçadas no meu ouvido, mas nunca mais de lá saíram. Quando o álbum "Crossroad" saíu em 1994 com o tema "Always", então passei a ser realmente fã para grande alegria do meu filho. E foi assim que não falhei o concerto em 1995 no Kingspark Rugby Stadium, em Durban, África do Sul. Ainda hoje guardo a velhinha VHS gravada a 25 de Junho de 1995 no Estádio de Wembley da "These Days Tour". O concerto em Wembley foi uma cópia integral do concerto em KingsPark. Por falar nisso, tenho que ir ali á Kodak e ver se eles a convertem em DVD!!!!
Revê-los novamente ao vivo, 17 anos depois, é algo muito difícil de pôr em palavras. Estão mais velhos, assim como eu, mas a energia e o talento continuam os mesmos. O Richie Sambora está mais tatuado e mais gordo mas continua um craque naquela guitarra. O Tico Torres está quase careca mas continua dos melhores bateristas de sempre. David Bryan surpreendeu-me quando cantou o "I’ll Be There For You", não sabia que ele também sabia cantar. E o Jon? Esse então até parece que não envelheceu. Só me convenci disso quando mais tarde vi as fotos que lhe tirei do grande ecran, aqueles écrans gigantes que não escondem nada, muito menos as rugas. Quando cantou a "Always", viu-se que fez um esforço enorme para manter a voz, mas as cordas vocais não o atraiçoaram e cantou-a lindamente. Dizem que estes gajos que teimam em continuar a dar concertos ao vivo depois de velhos, trazem sempre na bagagem garrafas de oxigénio para conseguirem manter o ritmo. Mas com ou sem oxigénio, foram 3 horas de concerto, 27 cancões (2 encores) e uma simpatia em palco que as várias gerações que estiveram no Parque da Bela Vista não vão esquecer tão cedo. Eu de certeza que não vou!
Obrigada Drew!































