Terminou hoje definitivamente uma das etapas mais importantes da minha vida. Talvez até a mais importante da vida de um ser humano. Fechei um ciclo de quase 20 anos. Anos de lágrimas de alegria e de tristeza. Anos de partilha, cumplicidade, projectos... anos idos. Anos onde amei, experienciei, sorri, revoltei, sofri e perdi... Principalmente, CRESCI. Uma quase vida, 20 anos. E todos eles tão necessários ao meu amadurecimento. Principalmente, necessários para a concretização do meu maior projecto de vida, o meu Principezinho. Se voltaria a fazer tudo de novo, não sei. Há fases da vida pelas quais devemos passar para nos tornarmos Gente, parece-me a mim. Afinal, todas as experiências de vida nos enriquecem. Por isso, talvez voltasse. Colhi frutos. Não tantos como os que desejaria ter colhido, mesmo assim, frutos. Não foram anos estéreis, de maneira nenhuma. Ainda assim, foram muitos...
Numa manhã de praia onde calmamente pude desfrutar das palavras de Rosa Lobato Faria enquanto lia um dos seus mais emblemáticos romances, deparei-me com este excerto, no qual uma mulher mais velha aconselhava a uma recém-casada "menina":
" Agora és uma senhora casada, acabou o devaneio. Agora o teu marido espera de ti compostura, prudência, dignidade, beleza e muito amor.
E eu, Paca? E eu?
Pobrezinha. Não existe mais isso, EU."
Fui algo assim, desta menina. Também eu tive uma Paca na minha vida. Ou várias.
Espero que estejam em extinção. Extintas, até.
EU ainda existo!