segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A primeira contribuição...

Chegou a casa e prontamente me informou que os meninos na escola tiveram que fazer um texto com (no mínimo) 15 linhas... "já viste? 15 linhas!"
Partilhei do seu espanto e  mal pude esperar para ler o texto que ele próprio criara. Abri o caderno, o tema era "Eu sou uma gota de água" e o resultado foi este.

Eu sou uma gota de água muito bonita. Sirvo para lavar os humanos. Sou muito limpinha, não tenho bactérias. Eu passo pelos rios e por torneiras. Quando passo pelos rios vejo milhares de outras gotas. Vou pelos canos até chegar ao mar. No mar vejo mais gotas de água do que no rio. Também vejo peixes. Tubarões, baleias, tartarugas. Tenho muitos amigos! Gosto muito deles e eles estão sempre comigo.


André, 7 anos


*a primeira de muitas contribuições (espera a mamã babadíssima!), embora esta tenha sido, assim, a modos que, usurpadita...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Uma ao fim de semana (10)



Voices Carry, 'Til Tuesday

'Uma ao fim de semana' é a rubrica d'O Quinto Andar da qual consta uma musica que se ajusta, por uma razão ou por outra, ao estado de espírito da minha pessoa nesse momento. Sugestões são bem-vindas (embora sujeitas a apreciação). Podem enviá-las para lp.going.80s@gmail.com.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

é outra vez sexta-feira.

volto a ficar. estou. o frio sente-se. o cansaço pesa. o meu canto chama... o traje é a rigor e por cima dele visto uma camisola de lã daquelas grandes e bem quentinhas. procuro um filme. já vai sendo um ritual... o "Black Swan " vai passando à minha frente. com ele, a noite passa também e sinto a hora adiantada do relógio no corpo. não tarda, os olhos fecham-se como se com vontade própria. com sorte, a mente obedece-lhes e já não é sexta-feira...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Uma ao fim de semana (9)



You can sail all the oceans
You can cross all the seas
You can climb any mountain
But you'll never be complete

We cannot escape ourselves
And this grand illusion called life
In time we'll awaken
In time we'll find

We never learn, we never learn
We search for answers
But our fingers will always burn
We never learn, we never learn
We carry on in one direction
And we never turn

We're looking for an answer
We're searching for a truth
We're hoping for a meaning
But we never found the proof

We cannot shed our skin
We cannot change our hides
We can't escape ourselves, not anyone
We just betray ourselves, just everyone

We never learn, Clan of Xymox

'Uma ao fim de semana' é a rubrica d'O Quinto Andar da qual consta uma musica que se ajusta, por uma razão ou por outra, ao estado de espírito da minha pessoa nesse momento. Sugestões são bem-vindas (embora sujeitas a apreciação). Podem enviá-las para lp.going.80s@gmail.com.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

acho que ela gosta de mim...

- acho que uma menina lá da escola gosta de mim (sorriso de embaraço)
- a sério?! ena! como se chama a menina?
- nem sei...
- e como sabes que ela gosta de ti, então?
- porque em todos os intervalos ela vem a correr e toca-me no braço, quando eu olho, ela foge...
- já pensaste em correr atrás dela também e perguntar?
- isso era se eu gostasse dela...
- ah!... claro!... pois...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O espaço "biblioteca"



Como diz o outro, "parar é morrer" e por isso, ontem, foi dia de visitarmos a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira. Mas antes de falar sobre isso, vou explorar um bocadinho este assunto "biblioteca", espaço de que tanto gosto desde miúda.
Nos últimos anos tenho constatado com muito agrado, a grande evolução que houve nas bibliotecas por este nosso país fora desde os meus tempos de petiz. Faltar-me-á conhecer muitas, mas principalmente no Algarve (por razões maioritariamente profissionais) e no norte do país, onde costumo passar uma grande parte do período de  férias, conheço algumas. Durante o período de férias as bibliotecas são-me bastante úteis, para consultar a minha caixa de correio, escrever no blogue, enfim, usar os computadores em geral, pois não faço muito o género "levar o portátil atrás" nos (poucos) períodos de lazer que tenho.
É muito agradável verificar que foram bem aproveitados os velhos edifícios (antigos marcos arquitetónicos das localidades, na sua maior parte), tais como, antigas cadeias e hospitais, quartéis de bombeiros, entre outros. São agora espaços revigorados, de bom gosto e convidativos. Não é por acaso que nem sempre se consegue um computador vago ou um lugar sentado para trabalhar.
Não posso deixar de acrescentar que os profissionais que lá estão para nos receber (pelo menos aqueles com quem tenho contactado e trabalhado), se têm revelado detentores de grande profissionalismo.
Foi o caso da técnica que recebeu o meu grupo de trabalho, ontem. Todo o acompanhamento e esclarecimento que nos prestou, e a forma como o fez, foram preciosos. Tendo, inclusive, preparado uma pequena apresentação em PowerPoint sobre a história do edifício onde se encontra agora a biblioteca, disposição do espaço e organização dos documentos, para nos receber. Obrigada Felisbela Costa Brás!
O resultado da atividade superou as expectativas. Porquê? Porque os meus acompanhantes não eram realmente "fãs" de bibliotecas, mas já não conseguiram sair de lá sem um cartão da biblioteca e sem um livro na mão... já para não falar do facto que os seduziu francamente, e que foi o haver por lá DVD's e CD's que podem levar para casa sem qualquer custo.

Quanto a mim, aguardando ansiosamente por conhecer a próxima!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Uma ao fim de semana (8)



'Got my indignation but I'm pure in all my thoughts
I'm alive

Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite forever orbitting
I know all the rules but the rules did not know me
Guaranteed'

Guaranteed, Eddie Vedder


'Uma ao fim de semana' é a rubrica d'O Quinto Andar da qual consta uma musica que se ajusta, por uma razão ou por outra, ao estado de espírito da minha pessoa nesse momento. Sugestões são bem-vindas (embora sujeitas a apreciação). Podem enviá-las para lp.going.80s@gmail.com.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Missão cumprida!

É bem verdade que não me imagino a fazer outra coisa na vida. Refiro-me à profissão que tenho. Como em todas, existem contrariedades e dias menos bem sucedidos, mas acabam por não ter grande significado no todo que engloba este universo. É que, para além de um dia nunca ser igual ao outro, (há alguma rotina, mas quando se trabalha com pessoas o imprevisto está sempre presente e as dinâmicas não são repetíveis), também tenho oportunidade de desenvolver e participar em projetos paralelos que tornam este domínio profissional ainda mais agradável.
E foi a propósito de um projeto que, por estes dias, o trabalho foi desenvolvido noutras paragens. A motivação aumenta, a predisposição para encarar os desafios torna-se outra e o espírito criativo aguça-se.
A cidade do Porto acolheu-nos de braços abertos e em cada ponto de paragem pudemos usufruir da riqueza cultural e natural que ali se encontra, bem como do profissionalismo das pessoas que nos ajudaram, de uma forma ou de outra, a desenvolver este mesmo projeto com êxito.

É ótimo quando temos a sorte de trabalhar com pessoas que são igualmente apaixonadas por aquilo que fazem, e essa paixão acaba por se refletir numa partilha de conhecimentos tão enriquecedora para todos os intervenientes. Acabamos por sentir que não estamos sós neste processo de formar pessoas. Há mais como nós, há mais que ainda acreditam, que se empenham, que têm connosco o objetivo comum de contribuir e investir, ainda que modestamente, para um futuro com cidadãos sensíveis, criativos, pensantes e audazes.

Um grande bem-haja às equipa de trabalho da fundação de Serralves, da Casa da Musica e do Museu da Casa Sandeman.
We did good!


*um agradecimento especial ao Paulo Ferreira da Casa da Musica pela atenção e empenho que nos dedicou.
**obrigada RPM pelo abraço, pelo sorriso, pelas palavras...
***obrigada Mónica! O Porto É, de facto, uma cidade linda e continuará a sê-lo...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Uma ao fim de semana (7)




All I need is a bitter song
To make me better
Much better
All I need to write is a bitter song
To make me better
Much better

It found me to hold me
But I don't like it at all
Won't feed it,
Won't grow it
It's folded in my stomach;
It's not fair,
I found love;
It made me say that.
Get back,
You'll never see daylight;
If I'm not strong it just might.

All I need is a bitter song
To make me better
Much better
All I need to write is a bitter song
To make me better
I feel better
I feel better

Bitter Song, Butterfly Boucher

'Uma ao fim de semana' é a rubrica d'O Quinto Andar da qual consta uma musica que se ajusta, por uma razão ou por outra, ao estado de espírito da minha pessoa nesse momento. Sugestões são bem-vindas (embora sujeitas a apreciação). Podem enviá-las para lp.going.80s@gmail.com.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Actividades culturais nos centros comerciais

Penso que já não é a primeira, nem a segunda vez, que menciono aqui no blogue, o quanto me agrada a ideia de certas actividades culturais que são levadas a cabo pelos shoppings das redondezas.
Gosto de sobremaneira de chegar ao lugar onde é costume fazer as minhas compras semanais e encontrar por lá outros motivos de interesse, para além do normal desfile de montras que nunca de lá saem.
Lembro-me que há uns meses enfeitava o espaço uma "elephant parade". Verdade! Eram obras magníficas conseguidas em esculturas de elefantes e tinham como tema "A Paixão". Passámos um bom bocado de tempo a apreciar cada uma delas e a lermos sobre  os seus talentosos artistas criadores. O que nós aprendemos com a exposição!





Hoje, para além das compras, optámos por almoçar por lá também.

Tínhamos terminado a refeição e dirigiamo-nos à porta de saída, quando reparámos numa banca cheia de apetrechos laboratoriais (quase parecia um laboratório do CSI) e uma senhora cheia de genica que se empenhava em exemplificar alguns fenómenos químicos, fazendo uso dos tais apetrechos, à criançada. Curioso como é, o meu príncipe empoleirou-se e, em pontas de pés, devorou cada palavra do que a senhora dizia e voluntariou-se até para assistente da 'senhora cientista' (como lhe chamou). E por ali se viveram uns momentos preciosos de experiências cientificas que fizeram as delicias da criançada.
Está também de parabéns o Centro de Ciência Viva de Tavira, pela iniciativa e, da minha parte, um grande obrigada por terem contribuído de forma tão prazerosa para o enriquecimento interior do meu rebento e pelos minutos bem passados e super-bem aproveitados.





quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The Cure em Portugal

Esta fotografia já tem alguns aninhos... foi tirada numa época da minha vida em que tudo me parecia possível e nada existia sem banda sonora.

Por esta altura, a banda sonora da minha vida era dos The Cure, era o Robert Smith (nos posters lá atrás).

Pelo tanto que me acompanharam e pelo que sempre significaram para mim, esperei sempre vê-los ao vivo, um dia, mas nunca tive oportunidade.

Hoje soube que vão estar no nosso país por alturas do verão e fiquei completamente overwhelmed with joy (que é como quem diz contentita que nunca mais acaba!).

Parece que, finalmente, uma parte de mim, que nunca de mim saiu, mas que nunca se sentiu inteira, vai poder completar-se.

Que o verão e a sua Luz cheguem rapidamente!

'cenas' que leio e depois me apetece que os outros leiam também

Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões – mais frequentes do que as outras – estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros – tão cinzentos! – em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde – lentamente ou de um dia para o outro – o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos… E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar…
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão – há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo – consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas… terminam.
Aquilo que procuramos – faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar – é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura…
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.
Paulo Geraldo


Já agora, se alguém souber qual é o lugar mais adequado, é favor partilhar com a malta, tá?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mais do que palavras... XXV

Aproximo-me da noite
o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso

Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio
...

  os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna 


Mia Couto, Solidão

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Infinity


To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour.

Auguries of Innocence, William Blake, 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Uma ao fim de semana (6)


Ele (Stuart) - I could take all the craziness out of you, that's what I loved you for. Take away all the oranges, greens and blues, that's what I loved you for  
Ela (Ann) - Take a look at me, you think it really could be that easy? I mean, take a look at me, you think it really could be that easy for you?
- I know about guys, I know where they live
- And you're just the same! The ones that matter fight against themselves
- But it's so hard to change! Hey, I could love you, take all that love away from you. Hey, I could love you, put you in this box I've made for two
- So you could take all this craziness out of me, that's what you love me for. Well, I don't mean to laugh, but if you know all this you must be halfway there
- Well, like that dress tonight, you won't know as it falls from you, turn around and it's winter, darling, look in the mirror and it won't be you
- So you're an old, old dog, you've been around the block
- So many times!
And it's the same old turns, same old feelings straight down the line
- Yeah, I can love you! Grab that leash and drag you to a place you'd never know
- I know where my bones are buried, may take me a while, but I'd find my way home.

Buried Bones,Tindersticks (With Ann Magnusson)


'Uma ao fim de semana' é a rubrica d'O Quinto Andar da qual consta uma musica que se ajusta, por uma razão ou por outra, ao estado de espírito da minha pessoa nesse momento. Sugestões são bem-vindas (embora sujeitas a apreciação). Podem enviá-las para lp.going.80s@gmail.com.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

E que tal oferecerem a esta vossa miguinha um presentinho?

Se houver por aí alguma alma a quem tenha sobrado uns trocos das prendinhas de natal, e que queira fazer a caridade de me oferecer este livrinho, estejam à vontade. Eu ficaria eternamente agradecida.
Detalhes sobre como encomendar no link depois do video =)



detalhes e encomendas