quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

                                          Sightseeing























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                                          Outro contexto

Feirinha do livro em S. Bento

"Confusão" antes do concerto da Joss Stone no Coliseu. Gostaria muito de vos dizer que fui, mas infelizmente não se pode ter tudo. É a vida!
Jantar/festa de Carnaval





                                          Na casa da musica
                                        
                                          O lanchinho no bar


                                          Detalhes




                                          O concerto







À saída. Descobri que a Sibéria se tinha transferido para a noite do Porto

                                          O albergue
                                        
                                          Pormenores...

     A vista do quarto
                                                   

Então foi assim...



         A viagem de ida e os protagonistas




Numa acção de formação que tive há uns meses,

a formadora (Terapeuta Ocupacional) abordou o tema das férias e das folgas, informando os presentes de que uma sucessão de dias sem trabalho, não nos fazem nada bem, a nós, exímios trabalhadores. Parece que o regresso ao trabalho se transforma num processo de rentabilidade mais lento, logo, menos produtivo. Ou seja, levamos algum tempo a aquecer os motores e, consequentemente, a iniciar novamente a marcha. Nunca tinha pensado nisto sobre este posto de vista, mas achei que era capaz de fazer sentido. Ora, hoje que estou de volta ao árduo labor, garanto-vos que tenha ela razão ou não, não me importava absolutamente nada de recomeçar as mini-férias. Tenho para mim que ela faz férias no trabalho. Só pode.
Isto tudo para vos informar que estou de volta e que, tal como prometi, trago o relato ilustrado. Ah! Pois é! Já que o Porto chamou por mim, eu fui... ;)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

E porque todos somos filhos de Deus..

vêm aí uns dias em que não vos verei, e amanhã não sei se terei tempo para cá vir, por isso, desejo a todos um Carnaval super bem disposto e namorem muito, muito, muito!

PS - Depois mostro as fotos ;)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Compritas

Vi numa loja de decoração nova, quer dizer, que abriu por aqui há pouco tempo, umas coisas bem giras e coloridas aqui para o meu cantinho. Apaixonei-me por algumas mas, há que controlar os gastos porque a crise está aí. Exercício que já nem é difícil de fazer, pois já tenho grande prática nele :). Vá, mas para não vir de lá de mãos a abanar (o que seria lamentável - se vissem a loja entenderiam) acabei por comprar duas coisitas: uma cortina para a casa de banho e uma balança para fazer o conjunto. Ora, chegada a casa, abrimos as embalagens e o meu rebento coloca-se em cima da balança. Nada de novo, a não ser o facto de a balança nem se mexer. Ou seja,  a dita balança veio com defeito. Sim, eu mexi em tudo o que era botão no objecto e não houve meio de funcionar. Passo seguinte: voltar à loja e trocar. Assim foi. Por sorte, ainda havia uma (a última) e toca de pegar nela rapidamente. Para que não houvesse problemas com o funcionamento da balança desta vez, a funcionária da loja sugeriu que a abríssemos lá mesmo. Atendi à sugestão, pois não me apetecia nada fazer o caminho todo outra vez. Havia que ter a certeza absoluta e, a senhora aconselhou a que me colocasse em cima dela. Lá subo eu para a dita coisa e, claro, para verificação completa, olhámos para o peso que indicava. Meus amigos, desejo até agora que estivesse avariada... Ele há coisas!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Where the Wild Things Are,

em português, "O sítio das Coisas Selvagens", é o título de uma história infantil, de acordo com a wikipédia, criada pelo escritor e ilustrador americano Maurice Sendak. Está neste momento em exibição a sua adaptação para cinema.
Por sugestão do meu Reizinho, lá fomos nós assistir à saga do rapazinho de 5 anos que apanhou um castigo da mãe e foi para o quarto fantasiar sobre um mundo imaginário onde viviam os monstros-que-afinal-não-eram-assim-tão-monstros.
A história já não é nova e o livro já vendeu milhões de cópias por esse mundo fora. Quanto ao filme, não sei se venderá tanto, até porque a adaptação, (lá está, é uma adaptação), não é a obra literária.
O conteúdo é denso. Obriga-nos a reflectir sobre a relevância dos ensinamentos maternais e sobre o amor que pretendem transmitir-nos. Transmitir-nos, a nós, adultos. Às crianças? Faz-me duvidar se será um filme infantil, para um publico infantil. Contudo, se tivermos em conta a classificação... E mais uma vez haveria tanto para dizer...
 
Imagem do filme

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Bright Star

Há já muito tempo que não via um filme assim! Palavra! Ao contrário do que disse sobre o Avatar, recomendo este VIVAMENTE. Todo ele é magnífico! John Keats era meu inimigo até há bem pouco tempo. Digamos que me fez a vida negra na cadeira de Literatura Inglesa, já lá vão uns anitos :). É verdade. Foi um dos autores estudados na universidade e a sua poesia não era a mais fácil. De facto, nada com tanta beleza poderia ser "fácil". Redescobri Keats ao ver o "Bright star" e ainda bem que o redescobri.

Bright Star

Bright star, would I were steadfast as thou art —
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like Nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors —
No — yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever — or else swoon to death.


John Keats


(AMEI os sapatos às tiras da mocinha ;)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sobre o amor

Mais uma vez me deliciei com textos de outros que tanto jeito têm com as palavras no que respeita ao conceito AMOR. Mais uma vez também, me surpreendi com a capacidade que alguns de nós possuem para exteriorizarem com tanta eficácia a possível definição de tal sentimento. Aqui no Quinto, as definições de Amor vão acumulando. São de vários autores. Talvez todas juntas formem a "definição completa". Se é que isso existe...

"Passei por ti tão incerto. Acho que nesses dias andava a recolher das ruas a minha própria vida, aos pedaços. Às vezes no falso vigor dum café quente, outras vezes no constante adeus daqueles que passam e não ficam. Como se assim um dia pudesse tê-la toda. Não podia. Talvez pensasse que ela estava fragmentada por aí, como peças dum puzzle por construir. Não estava. O amor é sempre assim. Ou a falta dele, pensei depois. Uma extensão de fragmentos.
E vi-te tão incerta. Acho que nesses dias houve um segredo qualquer. O amor começa sempre assim, pensei depois. Num olhar que é um segredo, num cheiro que é um segredo, numa vontade que é um segredo. Seja lá o que for. No princípio é sempre um segredo. Sempre. E tu disseste que os segredos são o Big Bang do amor. Tinhas razão. Todo o amor comprimido num único ponto pronto a ser o Cosmos. Às vezes devagar, outras vezes mais depressa.
E eu que já me tinha esquecido da mania que o amor tem de não fazer apresentações. Primeiro entra em nossa casa sem bater, deixando pegadas de terra na carpete da sala; depois desarruma-nos os objectos pessoais e a mobília. E rio-me com isso. E rimo-nos com isso. Às vezes também vai à cozinha servir-se dum café expresso. E quando perguntamos: "o que diabo se passa aqui?" já nem queremos saber a resposta. Queremos que o fim da cama seja a nossa linha do horizonte. É que às vezes é, até porque é atrás dela que passa a nascer o dia. Que passa a nascer a noite.
Tinha nascido a noite quando surgiu a dúvida: "o que dirá o dicionário sobre a palavra amor?". E tu riste-te. Se os dicionários são tão grandes deve ser só por causa dessa palavra, disseste. E eu ri-me. Fomos ver. Dizia que é o sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição. E rimo-nos os dois. Não é, pois não? Como é que o Big Bang podia ser só isso? O dicionário não sabe nada. E pediste-me para tentar escrevê-lo. Acabo de o tentar, meu amor, com este texto que é para ti. Só que eu também não sei nada. Tentei, está bem?"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E porquê o Avatar?!

Alguém me explique o porquê de tanta azáfama com o filme Avatar, se faz favor! É que eu, até agora, ainda não percebi. Se calhar o problema é meu. Se calhar há algo em mim que não chega lá exactamente...
Então é assim, fui ver o filme Avatar logo na semana de estreia, ao cinema. E fui, simplesmente porque envolvia actividades extra curriculares, e tal, relacionadas com a escolinha. Lembro-me que foi um dia complicado, mau tempo entre outras coisas, e cheguei aí uns 10 minutitos atrasada. Pareceu-me a mim que esses 10 minutitos não teriam feito grande diferença à compreensão do enredo da "coisa", por assim dizer. Na verdade, fiquei a par de tudo em menos de nada (construção engraçada, esta :). E quando achei que o filme começava a "ser" (já não sei bem que coisa seria) começam os tiros, as máquinas, a destruição do espaço, daquele paraíso todo (aliás, como convém a um filme tipicamente americano que se preze, digo eu). E são infinidades disto!
Entretanto, só oiço falar sobre o Avatar. No início, eram principalmente os mais miúdos que mais comentavam a obra de arte. Compreendi. Os miúdos são grandes fãs de efeitos especiais, e tal. Depois ouvi num lugar qualquer que era o 2º filme mais visto da história do cinema. E caiu-me tudo! Ou quase. Há qualquer coisa aqui que me escapou...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Home sweet home...

Um casal de amigos dos tempos da universidade convidou-me para jantar com eles há uns tempos atrás. Sempre gostei bastante das nossas longas conversas pela noite fora, sobre os mais variados assuntos. Partilham a vida há alguns anos, já, e não foi a primeira vez que passei lá pelo "ninho". Entrar lá é muito agradável. É um lugar que revela bom gosto, onde pormenores foram tidos em conta. Passa por um sofá vermelho ao lado de um tapete que dá pena pisar. O tecto tem encaixadas pequenas lâmpadas por ele distribuídas de igual forma. São daquelas cuja intensidade pode ser regulada. Nunca a sua luminosidade está muito ou pouco intensa. Tudo está muito certinho, sempre. Nada fora do lugar. Do mais "fashion"! Contudo, sempre que saio de lá trago comigo uma sensação meio esquisita... é como se estar lá me fizesse ficar com saudades da minha casa. Estranho, pensei eu, pois quando entro em minha casa vejo sempre algo fora do lugar. Na minha casa há "cenas" coladas na porta do frigorífico, listas de coisas para fazer, fotos, contas, desenhos do meu filho, eu sei lá! Na minha casa, há brinquedos na banheira. Na minha casa, há casacos no bengaleiro. Há uma mantinha no sofá.
Quando regressei da casa dos meus amigos e entrei na minha casa percebi o que tinha sentido.  Na minha casa vivem pessoas. Ela é visitada por pessoas que se sentem em casa quando lá estão. A minha casa tem a minha alma. A vida de quem lá vive. A minha casa não é uma montra e é, mesmo assim, a mais linda de todas.