segunda-feira, 31 de maio de 2010

"Night is alright, night is okay..."




Heroes and Saints


Turn the lights down
Rest your case
Leave me lonely, sugar
This honeymoon is alright
State your rights lightly
Leave your wicked minds outside
Time has come, to rest these tired eyes
Forever on, these sacred given vows will sit around by me
They're stronger than anything, than anything
Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now
By our side
Reason says -
Please don't break,
Fortune is the way it swings
Surely we'll get by.
Treason lives, and whenever I preach
Deep within, these promises fade.
For lullaby song on these nights of ours
Place our bets in here
To be stronger than anything
Than anything
Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now


Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints stand by our side now


Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned
Heroes and saints stand by our side now

On these lonely nights of ours

Nikolaj Grandjean

sexta-feira, 28 de maio de 2010

EU ainda existo!

Terminou hoje definitivamente uma das etapas mais importantes da minha vida. Talvez até a mais importante da vida de um ser humano. Fechei um ciclo de quase 20 anos. Anos de lágrimas de alegria e de tristeza. Anos de partilha, cumplicidade, projectos... anos idos. Anos onde amei, experienciei, sorri, revoltei, sofri e perdi... Principalmente, CRESCI.  Uma quase vida, 20 anos. E todos eles tão necessários ao meu amadurecimento. Principalmente, necessários para a concretização do meu maior projecto de vida, o meu Principezinho. Se voltaria a fazer tudo de novo, não sei. Há fases da vida pelas quais devemos passar para nos tornarmos Gente, parece-me a mim. Afinal, todas as experiências de vida nos enriquecem. Por isso, talvez voltasse. Colhi frutos. Não tantos como os que desejaria ter colhido, mesmo assim, frutos. Não foram anos estéreis, de maneira nenhuma. Ainda assim, foram muitos...
Numa manhã de praia onde calmamente pude desfrutar das palavras de Rosa Lobato Faria enquanto lia um dos seus mais emblemáticos romances, deparei-me com este excerto, no qual uma mulher mais velha aconselhava a uma recém-casada "menina":
" Agora és uma senhora casada, acabou o devaneio. Agora o teu marido espera de ti compostura, prudência, dignidade, beleza e muito amor.
E eu, Paca?  E eu?
Pobrezinha. Não existe mais isso, EU."
Fui algo assim, desta menina. Também eu tive uma Paca na minha vida. Ou várias.
Espero que estejam em extinção. Extintas, até.
EU ainda existo!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Attempts

I used to have a life,
Somehow I had  it fine
Could be I'm seeing it again
Can't seem to find in it the line,
Anymore...

I tend to do the exercise
of looking back and back again
till my eyes look dazed
as if nothing existed, then.

The hours, the moments,
the rush of events,
Still living here now,
Still making no sense.

Maybe sense is not to be,
Maybe but a memory.
The hours, the moments,
The rush of events,
A numbness
A madness
A past of attempts...


I used to have a life,
Somewhere I had  it fine
Could I be seeing it again?
Can't seem to find in it the line,
Anymore...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um herói cá em casa!

Ainda seguindo a linha do texto anterior, sobre o Dia  da Mãe, não posso deixar de partilhar aqui (mais uma vez) o meu grande orgulho no meu pequenino. Eu sei! Sou tão babada, mas tão babada que se sentem inundados, verdade? Continuando. Há uns dias atrás teve a primeira competição de Karaté da vida dele.
 Eu, nervos muitos nervos, mas a fingir uma calma que não sentia para que ele encarasse o exercício com naturalidade.
Ele, avançou para o centro do tapete rodeado de gente por todos os lados no meio de um pavilhão de competições subitamente gigantesco, pequenino como é, com a coragem de um leão e determinação que muito pouco adulto tem!
O meu peito explodia de tanto orgulho e o meu rebento surpreendeu-me de uma forma que eu não esperava. E era vê-lo ali a fazer o seu papel lindamente como se ninguém lá estivesse para perturbá-lo quando, na verdade, muitos estavam. O meu filho é um herói e, se me permitem, é liiiinnnndddddooooo!!!




Já agora, há mulheres que também fazem isto... Meus caros, se fazem! Cuidado com elas!


"Sou Mãe e Adoro"

Há um grupo no Facebook que se intitula "Sou Mãe e Adoro", e é exactamente por isto, por ser Mãe e adorar, que festejo com enorme alegria o dia que é dedicado às mães.
Todas as Mães um dia não o foram, e saberão compreender a diferença do significado que este dia tem antes e depois de o serem.
Quanto a mim, o dia passou a ser como um mimo sem igual que foi criado especialmente para mim e no qual, mais uma vez, tenho a oportunidade de usufruir do amor incondicional do meu filho. Para ele é também um dia especial. E é-o porque até então guarda os presentinhos que tem escondidos há uns dias para finalmente dar à Mãe. Não. Não os comprou. Embora com ajuda, fê-los com as suas pequeninas mãos para mim.
No próprio dia não arranjei tempo para passar por aqui e desejar a todas as Mães um excelente dia com os seus filhotes, mas mais vale viver a vida do que escrever sobre ela (onde é que eu já ouvi isto?!) e estava demasiado embevecida com o meu príncipe para vir aqui postar qualquer coisita.

As minhas prendinhas








 PS - E ainda ganhei uma interpretação magnífica da musica do Rui Veloso adaptada para as mamãs! Ai não!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Coisas minhas...

Gostaria neste, como em tantos momentos, de ter as palavras certas para transpor para a escrita todo o emaranhado de sentimentos que sinto dentro de mim.
Talvez começando elas ganhem vida, se multipliquem e sózinhas se organizem e façam sentido.
Talvez elas façam, porque muito pouco vejo eu que o faça. É talvez lugar comum ouvirmos perguntas deste género, mas a mim apetece-me mesmo fazê-las também, tipo, "Porque temos nós que ter coração?", "Porque é que a vida é assim?", Porque não tenho eu um interruptor que possa desligar de alguns sentimentos?", "Porque não existem pílulas para as feridas do coração?"
Como gostaria eu de ter essa capacidade de virar as costas às coisas que magoam e nunca mais olhar para elas!
Como me é difícil conciliar o sono quando desesperadamente aguardo que chegue pois a ele preciso de me agarrar!
É-me, ainda, tão difícil acordar e encarar o que magoa como um sonho mau, apenas, que em breve passará.
"Experimenta sorrir!"- Dizem-me uns. "Esquece!" - Dizem-me outros. Tudo bons conselhos. Eu sorrio, se quiserem. Eu digo que esqueço. Eu digo sim a tudo isso. E de cada vez que o digo, o coraçaõzito vai encolhendo de embaraço porque sabe que o sentimento volta e ninguém vai querer saber dele para nada...

Mais do que palavras... XVI

Não ser

Quem me dera voltar à inocência
Das coisas brutas, sãs, inanimadas,
Despir o vão orgulho, a incoerência:
- Mantos rotos de estátuas mutiladas! 


Ah! arrancar às carnes laceradas
Seu mísero segredo de consciência!
Ah! poder ser apenas florescência
De astros em puras noites deslumbradas!

Ser nostálgico choupo ao entardecer,
De ramos graves, plácidos, absortos
Na mágica tarefa de viver!
...
Quem nos deu asas para andar de rastos?
Quem nos deu olhos para ver os astros
- Sem nos dar braços para os alcançar?!...


Florbela Espanca

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"Sóis"

Se ignorarmos aquela horinha de chuva matutina, podemos afirmar veementemente que esteve um dia de Sol magnífico!
In fact, hoje, tudo à minha volta tinha o brilho do sol. O acordar do A. (a quem o João Pestana não queria de maneira nenhuma largar de manhã), o sorriso das pessoas na rua, no trabalho, o lugar cheio de um verde fantástico onde passei a tarde...
Um dia magnífico de Sol e de Sóis.
Oxalá a lua brilhe na minha noite com igual magnificência!

"A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias"

A frase de Alberto Caeiro que acompanha o título d'O Quinto Andar parece que nunca me fez tanto sentido como nos últimos dias. Uma sucessão de acontecimentos tem contribuído para este facto. Um, em especial.
Num dia como tantos outros, passava pela sociais da net para o costumeiro "what's up" quando me inteirei de que um amigo com quem não falava já há algum tempo ia partir. E daí? Todos partimos e regressamos de algum lugar, eventualmente, verdade? Pois não foi assim que recebi a notícia. Na realidade, nem tinha que a receber, não era para mim. Mas a ideia da partida foi-me estranha. Pareceu-me definitivo. Não gosto de coisas definitivas. O definitivo assusta-me.
Não deixa de ser curioso que, se não tivesse havido a coincidência e eu de nada tivesse sabido, provavelmente partiria, regressava e eu não teria sentido a estranheza da sua ausência. A ausência de alguém que sempre esteve ausente, engraçado.
O facto é que por alguma razão eu soube. Poderia nada ter mudado, lógico. Mas mudou. Mudou dentro de mim e mudou fora de mim. Há coisas que, por pequeninas que sejam, nos fazem mudar sentimentos e comportamentos. Ainda bem. Se nunca tivesse passado por mim a notícia, teria apenas continuado no entorpecimento de uma ausência que não queria ausente, e nem tinha dado por nada.

terça-feira, 6 de abril de 2010

[Bons] Retalhos da vida V

E o gang dos Iluminados reuniu outra vez! À NOSSA! E, já agora, à vossa também. Venha a próxima...


segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Verão chegou novamente ao Sul

e os dias estão lindos! Passeio na praia, sim. Mas mergulhito no mar ainda não apetece lá muito... Como tal, nós por cá, (no Quinto Andar), vamos dando os mergulhitos na swimmimg pool ...




E tem estado uma delícia ;)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O sabor das férias

Embora estejamos já em cima da Páscoa, só ontem pude realmente dizer que estava de férias. Como é hábito, acordei com uma sensação bem agradável e sem sentir necessidade de correr para onde quer que fosse. Começaram as férias com muito boa disposição e com grande vontade de dar umas braçadas! A manhã de ontem foi então ocupada pelo exercício físico (dentro de uma piscina que é o meu preferido) e uma sensação tão doce como um qualquer doce de Páscoa provocada pelo bem estar que causava a água quentinha no corpo...!
A tarde foi recheada de pecados comestíveis, ou seja, compras e mais compras, provas e mais provas de iguarias próprias da época e que envolvem forçosamente (mesmo que uma pessoa não queira comprar nem comer, é obrigada) chocolates! Muitos chocolates de todas as formas e feitios. Estes dias são terríveis! Não dá para evitar... é mais forte do que eu.
O dia hoje acordou um pouco diferente. A minha sweet home também precisa de atenção e nas épocas festivas gosto de lhe dar um mimito. Dediquei-me às arrumações e às decorações Pascais. Tenho agora ovos, coelhos e galinhas em vários cantos da casa e está tudo muito colorido e "achocolatado". Está também um dia magnífico de sol e o ar livre chamou por mim. Decidi que com umas flores do campo é que era! Um passeio aqui pelas redondezas e apanhei um ramalhete (que nem era rubro nem de papoilas como o do Cesário), mas de um verde-azul-amarelo muito em sintonia e que está neste momento numa singela jarra em cima de um móvel a alegrar ainda mais o ambiente. E tomei agora a decisão de "tentar" fazer um folar à moda de Trás-os-montes para matar um pouco as saudades do Norte. Digo "tentar" porque não sei qual será o resultado, mas espero, pelo menos, ficar com a casa inundada do cheirinho característico do manjar... Se correr bem, conto e mostro, boa?! E se insistirem muito um dia dou-vos a receita...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Aposto que não sabem qual é o segredo do sucesso do coelhinho da Páscoa!


Páscoa feliz para todos! Gosto de vocês e quê...

Perda

perda, s. f.


1. Acto ou efeito de perder ou ser privado de algo que possuía.
2. O acto de não vencer.
3. Carência, privação do que se possuía.
4. Extravio, sumiço.
5. O objecto perdido.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O telemóvel vibrou.

Era altura do intervalo e pude atender. Era do Jardim de Infância do meu filho. Quando o deixei lá esta manhã queixara-se de alguma coisa na vista esquerda. Minimizei a questão. Miminho, pensei. Beijei-o, disse-lhe que ia passar e saí dali apressadamente.
O trabalho, já se sabe.
Agora diziam-me que embora não observassem nada de grave, ele continuava a queixar-se. Pedi que o acalmassem, que não podia naquele momento abandonar o que estava a fazer. Desliguei. Um aperto. Não consegui. As coisas arranjaram-se e enfiei-me dentro do carro rapidamente em direcção à escolinha. Mal me viu abraçou-me muito e chorou. Fisicamente estava tudo bem com ele. Abracei-o com força e expliquei-lhe que tinha ido dar-lhe um beijinho, mas que teria de ir novamente embora e não o poderia levar comigo.
O trabalho, já se sabe.
Ficou. Aceitou com os olhinhos rasos de água. Parti novamente mentalizando-me que tinha uma obrigação a cumprir e concentrei-me no trabalho da tarde. Fiz um brilharete. Correra excepcionalmente bem e sorri para a minha audiência um sorriso que não o era. Sensação desse dever cumprido. Sensação de ter falhado em nome desse. Ansiosa por ficar sozinha, apressei-me novamente. Pude então chorar. Só agora pude chorar. Chorei pela opção que fiz. Chorei por só agora me ter permitido chorar.
Quando entrei na escola para o apanhar, já levava em mim um enorme sorriso. Recebi-o de braços abertos e elogiei-o por ter sido tão forte! Por não ter chorado mais. Ele elogiou-me porque eu também sou forte... e nunca choro.

sexta-feira, 19 de março de 2010

I miss you Daddy...

Daddy's Poem



Her hair was up in a pony tail,
her favourite dress tied with a bow.
Today was Daddy's Day at school,
and she couldn't wait to go.
But her mummy tried to tell her,
that she probably should stay home.
Why the kids might not understand,
if she went to school alone.

But she was not afraid;
she knew just what to say.
What to tell her classmates
of why he wasn't there today.

But still her mother worried,
for her to face this day alone.
And that was why once again,
she tried to keep her daughter home.


But the little girl went to school
eager to tell them all.
About a dad she never sees
a dad who never calls.


There were daddies along the back wall,
for everyone to meet.
Children squirming impatiently,
anxious in their seats

One by one the teacher called
a student from the class.
To introduce their daddy,
as seconds slowly passed.


At last the teacher called her name,
every child turned to stare.
Each of them was searching,
a man who wasn't there.


'Where's her daddy at?'
She heard a boy call out.
'She probably doesn't have one,'
another student dared to shout.


And from somewhere near the back,
she heard a daddy say,
'Looks like another deadbeat dad,
too busy to waste his day.'

The words did not offend her,
as she smiled up at her Mum.
And looked back at her teacher,
who told her to go on.


And with hands behind her back,
slowly she began to speak.
And out from the mouth of a child,
came words incredibly unique.


'My Daddy couldn't be here,
because he lives so far away.
But I know he wishes he could be,
since this is such a special day.


And though you cannot meet him,
I wanted you to know.
All about my daddy,
and how much he loves me so.

He loved to tell me stories
he taught me to ride my bike.
He surprised me with pink roses,
and taught me to fly a kite.


We used to share fudge sundaes,
and ice cream in a cone.
And though you cannot see him.
I'm not standing here alone.


'Cause my daddy's always with me,
even though we are apart
I know because he told me,
he'll forever be in my heart'


With that, her little hand reached up,
and lay across her chest.
Feeling her own heartbeat,
beneath her favourite dress.


And from
somewhere in the crowd of dads,
her mother stood in tears.
Proudly watching her daughter,
who was wise beyond her years.

For she stood up for the love
of a man not in her life.
Doing what was best for her,

doing what was right.


And when she dropped her hand back down,
staring straight into the crowd.
She finished with a voice so soft,
but its message clear and loud.


'I love my daddy very much,
he's my shining star.
And if he could, he'd be here,
but heaven's just too far.'

Take the time...to live and love.

( Obrigada Carla Martins)