É um lugar comum dizer-se, mas os dias passam com uma velocidade incrível. As horas sucedem-se a um mesmo ritmo. Quando me apercebo o "é hoje" já "foi ontem" e algo mais aconteceu e passou e pronto.
Tenho muitas vezes esta sensação de impotência perante a passagem do tempo. Não deixa de ser algo perturbadora a ideia de que "o que passou já não volta mais" - ó frasezita redutora e fatalista, esta.
Apesar de tudo, acabo por gostar que as horas vão passando sem que eu dê por elas. Não gosto de horas mortas. Causam-me inquietação. Olhar para o relógio e esperar que as horas passem é agonizante para espíritos inquietos. A ansiedade é agonizante para espíritos inquietos.
Infelizmente, momentos desses acontecem a toda a gente e eu não sou excepção. Tento fugir-lhes o mais que posso, contudo, a fuga nem sempre é eficaz.
Lembro-me muitas vezes de uma das falas - carregadíssima de semântica - que a personagem do filme "As horas", Richard Brown (Ed Harris era o actor) dizia: "But I still have to face the hours, don't I?"
Don't we all?
Tenho muitas vezes esta sensação de impotência perante a passagem do tempo. Não deixa de ser algo perturbadora a ideia de que "o que passou já não volta mais" - ó frasezita redutora e fatalista, esta.
Apesar de tudo, acabo por gostar que as horas vão passando sem que eu dê por elas. Não gosto de horas mortas. Causam-me inquietação. Olhar para o relógio e esperar que as horas passem é agonizante para espíritos inquietos. A ansiedade é agonizante para espíritos inquietos.
Infelizmente, momentos desses acontecem a toda a gente e eu não sou excepção. Tento fugir-lhes o mais que posso, contudo, a fuga nem sempre é eficaz.
Lembro-me muitas vezes de uma das falas - carregadíssima de semântica - que a personagem do filme "As horas", Richard Brown (Ed Harris era o actor) dizia: "But I still have to face the hours, don't I?"
Don't we all?


















