segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ter personalidade

Existe dentro de cada um de nós uma certa necessidade de sermos aceites na "engrenagem" social, eu sei.

Está impregnada em nós a condição de seres sociais e sociáveis. Parece-me, no entanto, que o que nos distingue dos "robôs" são as nossas particularidades. São os nossos defeitos, as nossas imperfeições, a nossa complexidade, que tornam o individuo interessante e diferente. Com personalidade própria.

Porque hão-de as pessoas fazer questão de abdicar da sua própria personalidade? Valerá a pena a anulação de nós próprios em prole de algo que acabará, eventualmente?
Olhemos para nós, "o pessoal dos blogues", muitos acham que escondemos a nossa verdadeira personalidade por trás do blogue. Acham que vimos para aqui fazer fachada ou fogo de vista. Será que o que nós fazemos não é exactamente o contrário? Será que não é aqui que mostramos quem somos verdadeiramente?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sempre preocupadas.... Tão queridas!



A pedido de muita(?) gente - É FAVOR CLICAR NA IMAGEM.

(BD retirada de um manual de Formação Cívica, Porto Editora)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Defeitos ou feitios?

Existem pessoas muito diferentes por esse mundo fora.
Não falo de diversidade cultural, racial ou religiosa. Falo mesmo na natureza humana. Na individualidade de cada um, naquilo que nos torna únicos, que nos confere o direito de sermos nós, não existindo no mundo mais ninguém com tais características.
Considero-me uma pessoa atenta ao mundo que me rodeia e aos indivíduos que dele fazem parte.
Aquela primeira impressão com que se fica quando se conhece alguém, a mim, diz-me muito. É óbvio que já me enganei com as primeiras impressões (e, houve vezes que ainda bem).
Mas, regra geral, não me engano. O perfil que elaboro na minha cabeça nunca sai muito dos padrões em que enquadro a pessoa. Resta-me, depois, descobrir a sua "individualidade".
Aqui o desafio começa. Descobrir o que torna essa pessoa única é um desafio que me agrada sempre.
Na prática deste exercício, tenho verificado uma coisa curiosa, há pessoas que fazem um esforço maior do que elas próprias para serem identificadas ou reconhecidas (não encontro exactamente a palavra) como um colectivo, não como um indivíduo. Acho curioso, mas faz-me confusão. A maior parte dos seres humanos insiste em ter longas conversas sobre o seu meio profissional, do grupo de pessoas com quem se relacionam, de clubes ou grupos de interesse de que fazem parte. Mas fogem, negam-se até, anulam a sua própria natureza ou forma de ser para poderem ser vistos mediante o perfil "X" ou "Y".
Porquê?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

E a chuva que não pára!

Sou daquelas pessoas que até gostam de chuva.
Como nunca fui de grandes saídas - sou até uma pessoa muito "caseira"- nunca me incomodou muito o facto da chuva cair incessantemente, dia após dia.
Tenho origens numa "terrinha"do Norte onde os Invernos pareciam não ter fim, e sempre com a chuvinha para os ilustrar devidamente.
Na minha "terrinha" não havia muito para fazer enquanto crescia, por isso, acabei por desenvolver hábitos "indoors" que preenchessem os meus dias, enquanto a chuva - banda sonora de muitos desses momentos - me cumprimentava sempre que olhasse para a janela.
Encontro-me, agora, num lugar muito diferente, onde a musicalidade da chuva me abandonou. Melhor, tinha abandonado. Este ano regressou.
Tenho para mim que ficou com saudades minhas e veio ter comigo ao Sul.
Gostou tanto que agora não me larga!


Frase do mês

É verdade. Sim, senhora! Aliás, Alberto Caeiro é dos heterónimos de Fernando Pessoa que mais cito.
Coincidência, ou não, subscrevo inteiramente o conteúdo do pensamento deste mês da minha agenda.

"Sinto-me nascido a cada momento, para a eterna novidade do mundo."

Alberto Caeiro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Que liberdade?

Hoje tive um dia diferente. Foi, para mim, um luxo ter este dia diferente. Achei que merecia. Foi-me inteiramente dedicado. Foi meu e só para mim. Mais ou menos a meio do dia tive uma experiência nova. Tenho intenção de repeti-la. Foi util e, espero eu, será também benéfico para mim repeti-la.
Hoje, parece que ouvi pela primeira vez a máxima por demais corriqueira "A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros".
Se alguém me quiser dizer exactamente onde está e quando aparece essa fronteira, faz favor!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Life is wonderful... again

Eu sei, eu sei. É a mesma. Mas tem uma roupagem diferente. Só por isso vale a pena colocá-la aqui mais uma vez, não acham?




Bom fim de semana!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

É dia 30 de Janeiro de 2009

Algarve, Portugal, Europa, planeta Terra, Mundo

O vício da escrita e do desejo de me confessar a uma folha de papel não me larga.
Há muitos anos não me larga e é o melhor vício que poderia ter.
Dei por mim a pensar sobre este hábito de escrever sobre tudo e nada. Lembro-me que uma amiga de infância trocou comigo umas impressões sobre o assunto e perguntei-lhe porque é que ela não escrevia nada. Faz-me espécie que haja pessoas que passam pela vida e não registem "coisas", pedaços de vida. Nunca sentiram, talvez, a companhia da escrita. Será que nunca escreveram, nem para reflectir?
Voltando à conversa com a minha amiga, respondeu-me que não escrevia, porque isso era mais "eu". Ela desenhava, era mais "ela".
Achei que o que ela tinha dito fazia todo o sentido.
Cada um regista pedaços de vida à sua maneira.
Será talvez assim que surge a arte...


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Hoje estou assim

Momento "não sei"

Estou num momento "não sei".
Um momento "não sei", para mim, é sinónimo de não me lembrar de nada interessante para escrever, para ler, para ver ou para fazer. Para sentir, no fundo.

Tenho estes momentos assim de pura apatia em que "nada" ou "tudo" me faz grande diferença.
"A vida não pára" como diz a letra da canção e, como sempre, chama-me à realidade das coisas.
A vida não quer saber da minha apatia e dos meus momentos "não sei".
Ainda bem
.
É por isso que eles passam e depois venho a descobrir que, afinal, até sei.
Até ao próximo momento "não sei", pelo menos
.


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Desencontros

Tenho andado por aí na blogosfera e muito tenho lido sobre a natureza humana e sobre a relação homem/mulher - assunto inesgotável, diga-se de passagem-.
São muitos os pontos de vista, muitas as perspectivas e tudo isso cria um universo fantástico. Arranjei novos "amigos", conselheiros, que me têm (mesmo sem saber) ajudado a melhorar o meu dia, a abrir os meus horizontes, a ver o que nem sempre está claro na minha mente (por vezes ficamos sem a capacidade de ter lucidez).
Sim, concordo com tanta coisa que tem sido dito por estes dias neste universo. Concordo que o ser humano é cheio de falhas. Concordo que o ser humano é cheio de fraquezas. Concordo que o ser humano nem sempre consegue ter a nobreza de carácter que gostaria. Mas também concordo que, dependendo do ser humano (porque nem sempre se acerta), não deve existir um único que não procure o tal denominador comum... mesmo sabendo que com ele vêm as falhas, as fraquezas e comportamentos menos nobres. Há por aí tantos desencontros.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Jack Johnson

Já aqui falei em outros textos sobre um senhor da musica da actualidade que muito admiro, Mr. Jason Mraz. Não falei ainda neste outro senhor que vem logo a seguir na minha lista de preferências de interpretes masculinos da actualidade, Mr. Jack Johnson. Quem já ouviu as suas musicas está familiarizado com a relevância das mensagens escritas nas letras, e com o som cheio-de-sentido da viola. Eu fiquei rendida. Deixo-vos com uma amostra do que vos falo.
Music and Lyrics.

Good People

You win it’s your show now
So what’s it going to be?
Cause’ people will tune in
How many train wrecks do we need to see?
Before we lose touch
And we thought this was low
Well it’s bad, getting worse….

Where’d all the good people go?
I’ve been changing channels and I don’t see them on the tv shows
Where’d all the good people go?
We’ve got heaps and heaps of what we sow

They got this and that with a rattle a tat
Testing, one, two, man whatcha gonna do
Bad news misused, got too much to lose
Give me some truth now, who’s side are we on
Whatever you say
Turn on the boob tube, I’m in the mood to obey
So lead me astray
And by the way now…

Where’d all the good people go?
I’ve been changing channels and I don’t see them on the tv shows
Where’d all the good people go?
We’ve got heaps and heaps of what we sow

Sitting around feeling far away
So far away but I can feel the debris, can you feel it?
You interrupt me from a friendly conversation
To tell me how great it’s all going to be
You might notice some hesitation
’cause its important to you, it’s not important to me
way down by the edge of your whole reason
Well it’s beginning to show and ALL I really want to know is…

Where’d all the good people go?
I’ve been changing channels and I don’t see them on the tv shows
Where’d all the good people go?
We got heaps and heaps of what we sow

(Where’d all the good people go?)
They got this and that with a rattle a tat
Testing one, two man whatcha gonna do
Bad news misused give me some truth
You got too much to lose
Whose side are we on today, anyway
Okay, whatever you say
Wrong or resolute but in the mood to obey
Station to station desensitizing the nation
where'd all the good people go
Going, going, gone.















sábado, 24 de janeiro de 2009

Murder, She Wrote

Com a cabeça bem noutro lugar e pegando no comando mecanicamente, lá liguei o televisor sem muita vontade de prestar grande atenção ao que o ecrã exibia.
Era apenas para ter um barulho de fundo por companhia. Sentia a casa demasiado grande e silenciosa.
Foi a melhor ideia que tive nesse dia. Palavra! Não é que, àquela hora do dia, estava a passar na tv uma das minhas series preferidas de sempre: "Murder, She Wrote" (Crime, Disse Ela). É verdade. Não sai da linha das outras sobre as quais falei anteriormente. Pelo contrário, segue-a. É mais uma serie policial, e é mais uma senhora "com miolos" que os põe à prova sempre que a oportunidade surge.

A personagem chama-se Jessica Fletcher e a actriz que lhe deu vida Angela Lansbury.
Apreciem a recordação na barra de video lateral.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Once a star, always a star

Nada me dá mais desprazer do que ler uma notícia perfeitamente decepcionante relativa a alguém que, em alguma altura da minha vida, já teve alguma importância.
Tal como aconteceu com George Michael, mais um dos meus idolos da musica dos anos 80 dá que falar, e não pelas melhores razões. Neste caso até, pelas piores. Ao que parece o Sr. Boy George "Did really want to hurt" um outro senhor que aparecera lá por casa e a quem a "Pop Star" achou por bem aprisionar. Enfim. As pessoas mudam e nem sempre é para melhor. No meu imaginário perdurará esta imagem do senhor, já que a actual...


Discover Culture Club!

domingo, 18 de janeiro de 2009

AMOR

" Mesmo que Dom Pedro não tenha arrancado e comido o coração do carrasco de Dona Inês, Júlio Dantas continua a ter razão: é realmente diferente o amor em Portugal.
Basta pensar no incómodo fonético de dizer «Eu amo-o» ou «Eu amo-a». Em portugal aqueles que amam preferem dizer que estão apaixonados, o que não é a mesma coisa, ou então embaraçam seriamente os eleitos com as versões estrangeiras:«I love you» ou «Je t'aime». As perguntas «Amas-me» ou «Será que me amas estão vedadas pelo bom gosto, senão pelo bom senso. Por isso diz-se antes «Gostas mesmo de mim?», o que também não é a mesma coisa.
O mesmo pudor aflige a palavra amante, a qual, ao contrário do que acontece nas demais línguas indo-europeias, não tem em Portugal o sentido simples e bonito de «aquele que ama, ou é amado». Diz-se que não-sei-quem é amante de outro, e entende-se logo, maliciosamente, o biscate por fora, o concubinato indecente, a pouca vergonha, o treco-lareco machista da cervejaria, ou o opróbio galináceo das reuniões de «tupperwares» e de costura.
Amoroso não significa cheio de amor, mas sim qualquer vago conceito a leste de levemente simpático, porreiro ou giríssimo. Quem disser «a minha amada» ou, pior ainda «o meu amado» - arrisca-se a não chegar ao fim da frase, tal o intenso e genuíno gáudio das massas auditoras em alvoroço. Amável nunca quer dizer «capaz de ser amado», e, para cúmulo utiliza-se quase sempre no pretérito («você foi muito amável em ter-me convidado para a inauguração da sua Croissanterie»). Finalmente um amor é constantemente aviltado na linguagem coloquial, podendo dizer-se indistintamente de escova de dentes, contínuos que trazem os cafés a horas, ou casinhas de emigrantes. (O que está a contecer com o adjectivo querido constitui, igualmente, uma das tragédias da nossa idade.)
Talvez a prática , mais lastimosamente absurda, muito usada na geração dita eleita, seja aquela de chamar amigas às namoradas. Isto porque os portugueses, raça danada para os eufemismos, também têm vergonha das palavras namorado e namorada. Quando as apresentam a terceiros, dizem «Esta é uma amiga minha, a Susy», transmitindo a implícita noção, muito cara ao machismo lusitano, de que se trata de uma entre muitas. E, também assim, como se não lhe bastasse dar cabo do Amor, vão contribuindo para o ajavardamento semântico da Amizade"

A Causa das Coisas (texto com supressões)
Miguel Esteves Cardoso


E vocês? Chamam as coisas pelos nomes?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eu nunca conseguiria dizer melhor

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Augusto Cury