sábado, 10 de janeiro de 2009

Ano Novo, agenda nova

No seguimento do outro post sobre a minha agenda, surgiu-me este, dar-vos a conhecer a nova agenda.
A minha nova agenda tem uma particularidade, o nome de cada mês do ano é acompanhado de uma frase para pensar. Como se eu tivesse pouco em que pensar!
De qualquer forma, até acho graça a algumas delas. A frase deste mês é "Se encontrares um caminho sem obstáculos, pensa que talvez não te leve a lado nenhum". E esta?! Parece que alguém adivinhou que o meu caminho está cheio de obstáculos.
Às vezes, fico com a impressão de que nada nesta vida é por acaso.
Nem as "frasezitas" que vão aparecendo do nada.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

As fotos das férias, finally!









A minha agenda

Não. Não vou dissertar sobre aquele anuncio publicitário que inundou a televisão portuguesa e que levou metade das nossa crianças e adolescentes (de então) a pedirem "A Minha Agenda" ao Pai Natal.
Vou antes falar-vos do problema que é a minha dependência de agendas.
Não sei quando começou, mas sei que sem elas não faço (quase) nada.
Já dei por mim perdida, desorientada, desatinada e outras terminadas em -ada- por ter pedido uma agenda.
Não tenho vida de político, não sou uma grande empresária, nem estrela de cinema ou afins. Sou apenas eu.
A minha agenda é importante, não apenas porque ajuda na organização do meu dia, mas porque, ao longo de cada dia, vou registando pensamentos, ideias, curiosidades, e, a maior parte das vezes, tolices.
A minha agenda tem muito de mim. Por isso tenho dificuldade em desfazer-me dela no final de cada ano.
É um dos abjectos que levaria comigo para uma ilha deserta, se tivesse que escolher apenas meia-dúzia.
Cada louco com a sua mania.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um lugar comum

talvez. É tão batido nas rádios. Em mim estas palavras batem fundo.

No livro que eu não li
No filme que eu não vi
Na foto onde eu não entrei
Notícia do jornal
O quadro minimal
Sou eu
Per7ume e Rui Veloso, Intervalo

Não sei se vos acontece

Não sei se vos acontece, às vezes, de ouvirem um som, uma melodia talvez, ou sentirem um aroma, que vos remete para uma sensação familiar. Sensação essa que vos provoca bem estar. Daquelas em que fechamos os olhos, sorrimos, inspiramos e parece que nos sentimos revigorados apenas porque "a" voltamos a sentir e porque ela existiu. Também pode acontecer com os sonhos. A mim, acontece.
Passam-se meses, talvez anos, e um qualquer acontecimento do passado fica esquecido.De repente, num ordinary day, volta a ser vivido, pelo menos a "impressão" que fica dele.
Há quem diga que o que a nossa memória guarda de um momento são as sensações. A luminosidade do momento, o cheiro, a "tal" sensação...
Serão, talvez, truques da nossa memória. Serão partidas do destino. O que quer que sejam, ensinam-me sempre que, uma vez na nossa vida, para sempre na nossa vida, conscientemente ou não. E podem regressar quando menos esperamos...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Mais do que palavras...(V)

Poema do futuro

Conscientemente escrevo e, consciente,
medito o meu destino.
No declive do tempo os anos correm,
deslizam como a água, até que um dia
um possível leitor pega num livro
e lê,
lê displicentemente,
por mero acaso, sem saber porquê.
Lê, e sorri.
Sorri da construção do verso que destoa
no seu diferente ouvido;
sorri dos termos que o poeta usou
onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo;
e sorri, quase ri, do íntimo sentido,
do latejar antigo
daquele corpo imóvel, exhumado
da vala do poema.


Na História Natural dos sentimentos
tudo se transformou.
O amor tem outras falas,
a dor outras arestas,
a esperança outros disfarces,
a raiva outros esgares.


Estendido sobre a página, exposto e descoberto,
exemplar curioso de um mundo ultrapassado,
é tudo quanto fica,
é tudo quanto resta
de um ser que entre outros seres
vagueou sobre a Terra.

António Gedeão

Driving home "from" Xmas

Pois é!
Acabaram as festas, acabaram as férias.
Estou de regresso para mais um ano cheio de surpresas.
Sim, porque, boas ou más, o que o futuro trouxer, será sempre surpresas.
Alguns terão feito a tal lista de "must do's", outros - porque nunca se sabe - não se esqueceram de usar na última noite do ano a roupa interior com a cor "adequada" (just in case).
Seja como for, e porque não há certezas no futuro, aguardem as surpresas, e, se forem boas, aproveitem, we only live once. Se forem más - porque as haverá certamente - aprendam com elas e toca a avançar. É o que eu faço.

Feliz 2009

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

É Natal...

...e a todos os que visitam este blogue...

"We wish you a Merry Christmas
We wish you a Merry Christmas
We wish you a Merry Christmas
and a Happy New Year"

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

FINALMENTE!

I'm driving home for Christmas!



Jason Mraz em Portugal

No BLITZ vinha esta notícia fantástica (já sei, para quem gosta):

"Jason Mraz tem dois concertos marcados para Portugal já no próximo ano. O cantor/compositor californiano actuará em Lisboa e no Porto, a 19 e 20 de Março, respectivamente.
A notícia avançada por um utilizador fórum BLITZ - e confirmada entretanto pela promotora do espectáculo - remete para o Myspace de Mraz onde as duas datas confirmam actuações no Campo Pequeno, na Capital, e no Coliseu do Porto.
Os bilhetes são postos à venda a 5 de Dezembro e custam entre 23 e 28 euros em Lisboa e de 24 a 28 euros no Coliseu do Porto."
Notícia escrita por MFR.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sentimento, é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado

Saudade, é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança, é quando, mesmo sem autorização, o nosso pensamento reapresenta um capítulo.

Preocupação, é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair do nosso pensamento.

Indecisaõ, é quando sabemos muito bem o que queremos mas achamos que deviamos querer outra coisa.

Intuição, é quando o coração dá um pulinho ao futuro e volta rápido.

Pressentimento, é quando passa em nós o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha, é um pano preto que alguém quer para se cobrir naquela hora.

Ansiedade, é quando faltam sempre muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse, é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Raiva, é quando o cachorro que mora em nós mostra os dentes.

Tristeza, é uma mão gigante que aperta o coração.

Felicidade, é um agora que não tem pressa nenhuma.

Lucidez, é um acesso de loucura ao contrário.

Amizade, é quando não fazemos questão de nós e nos emprestamos aos outros.

Enviado por uma amiga (jinho, Carla). Não sei quem escreveu, mas achei que SIM.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Chegada de fresco da minha terra natal



Aqui no sul dizem que está frio!

Que correria!

Estes últimos dias antes das férias do Natal, embora anunciem um ambiente mágico, são sempre uma correria.
Pelo menos para mim.
O trabalho triplica.
As reuniões em horário PÓS-LABORAL sucedem-se interminavelmente.
As listas a elaborar para isto e para aquilo vão aumentando, pois nada pode ficar esquecido.
Enfim!
Quando finalmente chegam as férias parece que já estou demasiado cansada para preparar as coisas das férias e fico até com dúvidas sobre se devo ir de férias.
Até me custa a creditar!

Não pensem que não gosto.


“It’s my favourite time of year”


sábado, 13 de dezembro de 2008

Sendo sonhadora...

Sonhar é preciso

Sonhar é sair pela janela da liberdade,

é vaguear pelos caminhos

proibidos ou não.

É, sem ter um rumo qualquer,

ter um alvo a perseguir:

a felicidade.

Sonhar é não limitar-se a limites

sejam eles quais forem,

impostos ou não.

É fazer do impossível o possível

quando e como quiser o coração.


Sonhar é viver o passado no futuro

e o futuro no presente.

É ter o que se quer

e afastar o que não se deseja

É despertar dentro de si

aquele ser criança.

É almejar a vida...

Pra sonhar não é preciso

ter passado, nem presente,

nem cultura, nem riquezas...

Pra sonhar não precisa fazer parte

de uma classe social

de uma faixa etária

ou de qualquer coisa que separe

um ser humano do seu semelhante

É preciso apenas ter esperança

pois sem esperança ninguém vive

e sonhar é viver...

Sonhar não é direcionar os pensamentos

ao que pode ser real

Mas sim tornar real,

mesmo que apenas na mente,

o possível e o impossível,

o real e o abstrato

o tudo e o nada

Num tempo e num lugar

a serem definidos

ao belprazer de quem sonha...

Sonhar é dar a própria vida

a um sentimento de bem-estar

e, sem restrições,

entregar ao coração as rédeas da razão

É viver com quem se ama

sentindo-se amado.

Sonhar é sair...

É vaguear...

É não ter rumo.

É ter um alvo.

É não limitar-se.

É fazer...

É sentir...

É amar...

É ser amado...

É ter esperança...

É viver!

Sonhar é preciso!


Telmo Sampa, 27/04/99.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Vivá musica!

A minha vida está sempre associada à musica. Para quase todos os momentos da vida tenho uma (ou mais) musicas.
Esta época do ano também tem uma banda sonora que é só minha. Quer dizer, toda a gente tem acesso a ela, mas a minha selecção, é a minha selecção.
A primeira da minha lista de canções de Natal é "Christmas Time" de Brian Adams.
Aqui, à vossa inteira disposição.



We waited all through the year
for the day to appear
when we could be together in harmony

You know the time will come
peace on earth for everyone
and we can live forever in a world where we are free
let it shine for you and me

There's something about Christmas time
something about Christmas time
that makes you wish it was Christmas everyday

To see the joy in the children's eyes
the way that the old folks smile
says that Christmas will never go away

We're all as one tonight
makes no difference if you're black or white
'cause we can sing together in harmony

I know it's not too late
the world would be a better place
if we can keep the spirit more
than one day in the year
send a message loud and clear


It's the time of year when everyone's together
we'll celebrate here on Christmas day
when the ones you love are there
you can feel the magic in the air -
you know it's everywhere
There's something about Christmas time
something about Christmas time
that makes you wish it was Christmas every day

To see the joy in the children's eyes
the way that the old folks smile
says that Christmas will never go away

Please tell me Christmas will never go away


Christmas Time, Bryan Adams

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Há dias assim..


...dias de alma vaga. Alguém disse.
Há dias em que somos perfeitamente "normais" dentro de uma sociedade, uma comunidade. Tudo funciona como uma engrenagem e nós somos parte dessa engrenagem e aceitamo-lo. Chegamos até a sentir-nos bem por fazermos parte dela. Vivemos. Aceitamos. Não questionamos.
Outros dias há - os tais que são de alma vaga - em que percebemos que a nossa alma nada tem a ver com as outras almas da engrenagem. Aí, tudo se complica...


sábado, 6 de dezembro de 2008

Mais do que palavras... (IV)

Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...



Fernando Pessoa, 7-1-1935.


Oh! Dear!

Já aqui tinha dito que sou uma grande fã de Literatura Policial e das series que adaptaram das obras para formato televisivo mais tarde.
Decidi, pois, trazer até vós em jeito de recordação, uma das senhoras “entradotas” que melhor papel fez da personagem de Agatha Christie, Miss Marple (na minha humilde e modesta opinião). Talvez se lembrem. Nunca ninguém foi capaz de dizer “Oh!Dear!” como ela. Quando for “grande”, quero ter uma cabeça assim.

Esqueci-me de dizer que o nome da senhora é Joan Hickson.

Para recordar, na barra de video lateral

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Uma nova lição

Hoje também foi um dia especial.
Num outro grupo de trabalho, mais um momento de partilha de experiências e de grande riqueza humana.
Foi a apresentação de um projecto de trabalho. Algumas pessoas a assitir. Era a primeira vez. Medos, nervos, suores frios. Os auxiliares de memória tremiam nas mãos. Com mais ou menos convicção, as palavras saíam, os intervenientes sucediam-se, nada falhava.
Nada falhou.
Respirar de alívio foi bom, pude perceber. Não tinha sido fácil, mas a batalha foi ganha.
Agradeceram a quem os ajudou, mas quem os ajudou também lhes soube agradecer o trabalho fantástico que tinham acabado de partilhar com todos os presentes.
Não estavam habituados a receber elogios, apoio, gratidão... Houve lágrimas.
Eram eles homens feitos, "Grandes" homens feitos, com lágrimas.
Parabéns, turma do Curso de Pintura do EPF.